GREVE ÔNIBUS BH: Termina sem acordo

Terrmina sem acordo primeira reunião entre empresas e motoristas
Nova reunião no Tribunal Regional do Trabalho está marcada para às 17 horas.
ADAMO BAZANI – CBN
Acabou há poucos minutos sem acordo a primeira reunião do dia entre os sindicatos trabalhistas e patronais para tentarem dar fim à greve dos motoristas e cobradores de ônibus.
O Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Belo Horizonte apresentou oficialmente a proposta de 20% de aumento nos salários da categoria para o Setra e o Sintram, sindicato das empresas, mas as viações continuam oferecendo 6% de aumentos salariais.
Os trabalhadores também pedem aumento para 30 folhas de tíquete- alimentação, no valor de R$ 15,00 cada folha, Participação nos Lucros e Resultados, redução na jornada de trabalho, fim da dupla função no caso de motoristas que dirigem e cobram e banheiros femininos nos terminais de ônibus e estações BHBus.
OS empresários oferecem aumento no valor do tíquete-alimentação de 6% e participação nos lucros de R$ 150,00 para quem ganha até R$ 1 mil e de R$ 300 para salários acima deste valor.
Logo mais às 17 horas deve ser realizada uma nova reunião de conciliação entre empresários e representantes de trabalhadores no TRT – Tribuna Regional do Trabalho para tentar colocar fim à paralisação.
No final da manhã da terça-feira, dia 13 de março de 2012, o 1º vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região de Minas Gerais, Marcus Moura Ferreira, determinou que 50% da frota de ônibus prevista para circulação fossem colocados em operação. A quantidade, de acordo com a determinação, deve subir para 70% da frota programada nos horários de pico das 06 h às 09 h e das 17 h às 20 horas.
Com isso, o desembargador Marcus Moura Ferreira atendeu parcialmente à liminar requerida pelos empresários de ônibus pelas representações patronais. O Setra – BH – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte, que reúne as companhias da capital, e o Sintram – BH – Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros, das empresas que atendem aos municípios da Grande BH, pediram a ilegalidade da greve.
Elas alegaram que não foram comunicadas com 72 horas de antecedência conforme prevê a Lei de Greve.
O desembargador alegou que o TRT não deve deliberar sobre ilegalidade ou abusividade de uma greve. Pelo não cumprimento da determinação foi estipulada uma multa diária de R$ 30 mil contra o sindicato dos trabalhadores.
A Justiça determinou também que a BHTrans, a Transcon e a Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas – Setop fiscalizassem o cumprimento da decisão judicial.
Adamo Bazani, jornalista da Rádio CBN, especializado em transportes.

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