INACREDITAVEL MULHER DA A -LUZ -A 11 BEBES

Mulher indiana deu à luz a 11 bebês em um parto

Incrível! Uma mulher na Índia conseguiu chamar a atenção mundial depois que ela de a luz a 11 bebês em um único parto. O parto foi realizado no Century Hospital na Índia.
Em tempos de crises econômica em que muitos casais têm apenas um filho ou dois é ate irônico pensar que uma mãe teve onze crianças na Índia. E, alem disso onze crianças de uma só vez. Sem dúvida, a natureza nos surpreende cada dia mais. No hospital onde foi realizado este milagre particular, a mãe e a equipe média, posaram orgulhosamente na companhia dos onze bebes.
Este é o primeiro evento que ocorre em tal magnitude na região.
Ainda não está claro se o projeto foi o produto da ciência ou da natureza, poucos detalhes são conhecidos, mas, aparentemente, três deles são gêmeos.
A imagem desta família deu a volta ao mundo através de redes sociais. Algo que com certeza será uma lembrança agradável para as crianças quando crescem.
circula na internet como verdade, o que você acha? Verdade? mentira?
Segundo o guiness a mulher que teve mais filhos teve 8 filhos...., mas segue mais algumas matérias abaixo

leiam outras matérias de uma mulher gravida de 12 filhos, esses links são da band e da uol...

Na verdade essa gravida eh Nadia Sulleman e ela teve 8 filhos. Eh americana, nao indiana, essa mulher tb conhecida como Octomom eh bem conhecida nos EUA. Hj ela nao é levada a serio porque os filhos foram fato de uma inseminacao, e as pessoas acreditam que ela fez de proposito para ficar famosa. Ela eé mãe solteira e ja tinha 6 filhos antes... Na verdade ela entrou no Livro dos Records como a mulher que teve mais filhos em uma soh gravidez (que sobreviveram) entao nao tem ninguem que teve 11 filhos =)


Mulher está grávida de 12 bebês na Tunísia, diz jornal

Nadya Suleman teve oito bebês em janeiro deste ano, na Califórnia / Reprodução/ The Sun
Nadya Suleman teve oito bebês em janeiro deste ano, na Califórnia Reprodução/ The Sun
Uma professora está prestes a dar a luz 12 bebês na Tunísia. De acordo com o jornal britânico "Daily Mail", a mulher, grávida de seis meninos e seis meninas, passou por um tratamento de fertilização in vitro após sofrer dois abortos.

“Tudo que eu quero é abraçar meus bebês e mostrar para eles todo o meu amor”, disse a futura mamãe aos funcionários de um hospital na cidade de Gafsa, perto da capital da Tunísia.

De acordo com exames, a mulher está na 16ª semana de gestação.

Gravidez de riscoO médico ginecologista Peter Bowen-Simpkins, do “Royal College of Obstetricians and Gynaecologists”, disse que é possível que uma mulher tenha 12 bebês, mas ela não conseguirá ter uma gestação normal.

“A capacidade do útero não permite 12 crianças. Com 20 semanas ela estará enorme. E quando o útero não suportar mais, não tem como deixar que continue a gestação”.

Segundo ele, os bebês deverão nascer com aproximadamente 22 semanas e precisarão de cuidados intensivos, já que poderão apresentar problemas neurológicos.

Além disso, Bowen-Simpkins disse que a Tunísia não tem suporte médico para o nascimento das crianças. “Não quero assustá-la, mas ela vai ter os bebês com aproximadamente 20 semanas e as chances deles sobreviverem é uma em cem”.

Contudo, o governo da Tunísia disse que irá ajudar a família durante a gravidez e também após o parto.

Recorde de bebêsCaso a mãe tenha os 12 bebês, ela irá quebrar o recorde da americana Nadya Suleman, que deu a luz óctuplos em janeiro deste ano, na Califórnia, EUA.

Apesar das críticas por já ter seis filhos quando se submeteu a uma fertilização in vitro, Nadya assinou contrato com uma produtora, autorizando as crianças a participarem durante três anos de um “reality-show” em troca de um cachê de US$ 250 mil.

Band.com
Noticias.bol.uol.com.br 

FUNK CULTURA LIXO( II ) A DESVALORIZAÇAO DA MUSICA

FUNK CULTURA LIXO( II ) A DESVALORIZAÇAO DA MUSICA
O  (GENERO) (GENERO SE ISSO MESMO POIS PARA MIM TERIA QUE SER GENERO; MERDA) -FUNK NÃO E MUSICA E LIXO SONORO FEITO POR PESSOAS SEM INTELIGENCIA )  QUE SÃO  MUITO IMBECIS
( EXISTE ALGUMS QUE SAO INTELIGENTES E BATO PALMA PARA ELE TIPO O MC YURI) ELE E UMA EXCEÇÃO POIS AO POUCO QUE OUVIR ELE FALA DE AMOR E DE PAZ E AS LETRAS NAO SAO AGRECIVAS E NEM TAO POUCO FALA MERDA E ELE NAO DEFECA PELA BOCA AO CONTRARIOS DE MUITOS AI ...

QUE E LANÇADA A CADA DIA , MAS ALGUMAS SE SUPERAO POIS PARA MIM NÃO TEM PRINCÍPIOS ÉTICOS E NEM FAMILIARES SÃO SIMPLISMENTE SINAL DE ÁUDIO COM CONTEÚDOS IDIOTAS , SEM CULTURA SEM UM PRINCIPIO DE INTELIGENCIA , SÃO , VAMOS DIZER LIXO SONORO , PARA NÃO DIZER (MUSICAS ) POIS MUSICA SE OUVI E NÃO SE CAGA COMO PARA MIM FUNK E BOSTA , MERDA , LIXO , POR QUE O FUNK SE DEFECA PELA BOCA ISSO SE NÃO FOR DE SAIR PELO......(ANUS) QUANDO SE CANTA OU  SE OUVI ESSE TAL DE FUNK O SER HUMANO ESTA DE REGREDINDO A IDADE DOS IDIOTAS E DOS SEM INTELIGENCIA , COMO EU DEIXO MINHA FILHA OUVIR ALGUMAS MUSICAS TIPO "VOU LARGAR DE BARRIGA" OU  "DORMIR LA EM BAIXO NA CASA DOS MACHOS" OU DEIXA ELA REBOLAR ATE LA EM BAIXO COM ,VAMOS DIZER 5 ANOS , SÓ SE EU ESTIVER MORTO OU INVALIDO EM UMA CAMA POIS SE DEPENDER DE MIM MINHAS FILHAS NÃO OUVIRÃO ESSA MERDA PODE ATE OUVIR ESCONDIDO MAIS EDUCAREI ELAS A NÃO OUVIR ESSAS MERDA DEFECADA PELA BOCA QUE TEM HOJE EM DIA .
ALGUMAS PESSOAS ACAO O MÁXIMO VER SEUS FILHOS REBOLAR DANÇAR , OUVINDO FUNK CRIANÇAS DE 2 ,4, 5 , 6 ANOS PRA CIMA REBOLANDO E OS "PAIS" SE E QUE SÃO MESMO , POIS (PAIS-SE EDUCA NÃO DESTRÓI , CUIDA -NÃO CRIA - AMA , NÃO VIVE PARA SI E SIM PARA OS FILHOS ) ACHA BONITO VER O FILHO(a) REBOLAR E IR ATE O CHÃO COM MUSICAS DESTRUTIVAS SEM UM PINGO DE CARÁTER E SABEDORIA , POIS CADA UM TEM SEU LIVRE ARBÍTRIO DE SEGUIR E FAZER O QUE QUISER , CERTO? CERTO NE , ENTÃO FAZ O SEGUINTE DESTRUA A SI PRÓPRIO E NÃO SEUS FILHOS DE VCS QUE DEIXA SEU FILHO OUVIR ESSA MERDA POIS QUANDO VC SE FOR VC VAI PAGAR PELOS SEUS ERROS E PELO AZAR DE SEU FILHO(A) POIS CASO NÃO SAIBA OS FILHOS ERDAO O QUE OS PAIS FAZEM 97% POR CENTO DO SUCESSO DOS PAIS E PASSADO PARA OS FILHOS TIPO , SE VC FOR UM VENCEDOR SEU FILHO VERA O QUANTO VOÇÊ E VENCEDOR E ESPELHA-RÁ EM VC MAS SE VC FOR UM PERDEDOR? VÃO QUERER QUE SEU FILHO SEJA? VC VAI QUERER SUA FILHA COM 12 ANOS GRAVIDA? SEU FILHO COM 13 OU MENOS ROUBANDO MATANDO , CONSUMINDO DROGAS? OU SE PROSTITUINDO?
AS TAL(MUSICAS) AJUDAO SEU FILHO A CAIR NA DESGRAÇA  A VÁRIOS CAMINHOS QUE LEVA SEUS FILHOS A DESTRUIÇÃO SIM , A VÁRIOS MAIS ESSE TAL FUNK E O MAIS VIOLENTO E CRUEL DE TODOS POIS ELE ACHA UM  PONTO DIREITO A CARÊNCIA DE AMOR DOS PAIS E BATE DIRETO NO CORAÇÃO ISSO SE NÃO TIVER ATE MENSAGENS SUBLIMINARES NESSAS MUSICAS DO DEMÔNIO .
RESSALTANDO QUE CADA UM TEM SUA LIBERDADE DE ESPRESSAO, E SEU DIREITO DE FALAR E DIZER O QUE PENSA, CADA UM TEM SEU DIREITO DE SER ESPRESSA, DA FORMA QUE SE ACHA QUE SE DEVE, ESTA NA CONSTITUIÇAO DO BRASIL  CASO ALGUM FUNKEIRO QUE SE ACHAR OFENDIDO DOU O DIREITO AQUI EM MEU BLOG PARA  RESPOSTA DO ASSUNTO ,MAS RESSALTANDO QUE MINHA OPNIAO SERA A MESMA.
 MAS  PUBLICA-REI A RESPOSTA EM MEU BLOG ATE QUE ME PROVE O CONTRARIO ESSE TIPO DE RUIDO PARA MIM SERA UMA MERDA DAS MAIS DIFÍCIL DE SER DELETADA MAS EM MINHA CASA GRAÇAS A DEUS NÃO SE OUVI E NEM SE CONSOME TAL DESGRAÇA DE SINAL SONORO DO QUAL EU ABOMINO E DESPREZO VOU FAZER UMA LISTA COM OS SINAIS MAIS IDIOTAS QUE EXISTE EM QUESTÃO DE BARULHO SEM UMA ORDEM PRECISA E COLOCAREI TODAS QUE EU SOUBER QUE TEM POIS INFELIZMENTE NÃO GOSTO DE OUVIR ESSA MERDA MAIS TENHO VISINHO QUE SOU OBRIGADO A OUVIR LIXO POIS ELES OUVEM ESSA MERDA TODO SANTO DIA POIS TALVES ELES TEM ALGUM TIPO DE PROBLEMA NEUROLÓGICO PARA OUVIR TAL DESGRAÇA ..
( DESCULPE OS PALAVROES NESSE TESTO E SO PARA RESALTAR O TANTO QUE GOSTO DESSE GENERO DE RUIDO  DESEQUILIBRADO E SEM CULTURA )
RESALTANDO QUE DEIXO AQUI  RESPOSTA CASO ALGUEM QUEIRA  DEFENDER ESSA MERDA , ENTRE AQUI NO BLOG E DEIXE UM COMENTARIO A RESPEITO DO ASSUNTO :
 

VEJAS ESSAS FOTOS E ME DIGAO O QUE VCS PENSAO A RESPEITO:

OLHA A CULTURA AI:

IMAGINE SE FOSSE SUA FILHA ? ACHARIA GOSTOSA? PENSE
HUMMM SEM COMENTARIOS DEVE DE ESTAR SORRINDO
E POIS E NE E A CULTURA DO POVO NE

LEGAL NE ACHA BONITO ? PODERIA SER SUAS IRMAS AI VCS IA GOSTAR?

Funk embala festas regadas a alcool e orgias envolvendo menores
  (VAN HELSING)
      

Leishmaniose Tratamentos

                                         Leishmaniose

Leishmaniose é uma doença crônica, de manifestação cutânea ou visceral (pode-se falar de leishmanioses, no plural), causada por protozoários flagelados do gênero Leishmania, da família dos Trypanosomatidae. O calazar (leishmaniose visceral)[1] e a úlcera de Bauru (leishmaniose tegumentar americana)[2] são formas da doença.
Skin ulcer due to leishmaniasis, hand of Central American adult 3MG0037 lores.jpgÉ uma zoonose comum ao cão e ao homem.[3] É transmitida ao homem pela picada de mosquitos flebotomíneos, que compreendem o gênero Lutzomyia (chamados de "mosquito palha" ou birigui) e Phlebotomus.
No Brasil existem atualmente 6 espécies de Leishmania responsáveis pela doença humana, e mais de 200 espécies de flebotomíneos implicados em sua transmissão. Trata-se de uma doença que acompanha o homem desde tempos remotos e que tem apresentado, nos últimos 20 anos, um aumento do número de casos e ampliação de sua ocorrência geográfica, sendo encontrada atualmente em todos os Estados brasileiros, sob diferentes perfis epidemiológicos. Estima-se que, entre 1985 e 2003, ocorreram 523.975 casos autóctones, a sua maior parte nas regiões Nordeste e Norte do Brasil. Em Portugal existe principalmente a leishmaniose visceral e alguns casos (muito raros) de leishmaniose cutânea. Esta raridade é relativa, visto que na realidade o que ocorre é uma subnotificação dos casos de leishmaniose cutânea. Uma razão para esta subnotificação é o fato de a maioria dos casos de leishmaniose cutânea humana serem autolimitados, embora possam demorar até vários meses a resolverem-se.
As leishmania são transmitidas pelos insetos fêmeas dos gêneros Phlebotomus (Velho Mundo) ou Lutzomyia (Novo Mundo).
No início do século XX o médico paraense Gaspar Viana iniciou estudos sobre a leishmaniose, e a ele atribui-se a descoberta dos primeiros tratamentos para a doença. A doença também pode afetar o cão ou a raposa, que são considerados os reservatórios da doença, conforme referido pelo médico sanitarista Thomaz Corrêa Aragão, em 1954.

As leishmania são protozoários parasitas de células fagocitárias de mamíferos, especialmente de macrófagos. São capazes de resistir à destruição após a fagocitose. As formas promastigotas (infecciosas) são alongadas e possuem um flagelo locomotor anterior, que utilizam nas fases extracelulares do seu ciclo de vida. O amastigota (intra-celular) não tem flagelo.
Há cerca de 30 espécies patogênicas para o ser humano (CDC). As mais importantes são:
  • As espécies L. donovani, L. infantum infantum, e L. infantum chagasi que podem produzir a leishmaniose visceral, mas, em casos leves, apenas manifestações cutâneas.
  • As espécies L. major, L. tropica, L. aethiopica, L. mexicana, L. braziliensis, L. amazonensis e L. peruviana que produzem a leishmaniose cutânea ou a mais grave, mucocutânea.

                                Ciclo de vida

O ciclo de vida das espécies é ligeiramente diferente mas há pontos comuns. São libertados no sangue junto com a saliva de flebotomíneos ou flebótomos (em inglês são denominados sand flies) no momento da picada. As leishmanias na forma de promastigotas ligam-se por receptores específicos aos macrófagos, pelos quais são fagocitadas. Elas são imunes aos ácidos e enzimas dos lisossomas com que os macrófagos tentam digeri-las, e transformam-se nas formas amastigotas após algumas horas (cerca de 12h). Então começam a multiplicar-se por divisão binária, saindo para o sangue ou linfa por exocitose e por fim conduzem à destruição da célula, invadindo mais macrófagos. Os amastigotas ingeridos pelos insectos transmissores demoram oito dias ou mais a transformarem-se em promastigotas e multiplicarem-se no seu intestino, migrando depois para as probóscides.


Leishmaniose visceral

Leishmaniose visceral (LV), também conhecida como calazar e febre negra, é a forma mais severa de leishmaniose. É o segundo maior assassino parasitário no mundo, depois da malária, responsável de uma estimativa de 60 000 que morrem da doença cada ano entre milhões de infecções mundiais. O parasita migra para os órgãos viscerais como fígado, baço e medula óssea e, se deixado sem tratamento, quase sempre resultará na morte do anfitrião mamífero. Sinais e sintomas incluem febre, perda de peso, anemia e inchaço significativo do fígado e baço. De preocupação particular, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o problema emergente da co-infecção HIV/LV.

LV Humana

Em hospedeiros humanos, a resposta da infecção por L. donovani varia bastante, não só pela força mas também pelo tipo da reação imune do paciente. Pacientes que produzem números grandes de células-T do tipo TH1, que ativa a resposta celular mas não encorajam a formação de anticorpos, frequentemente recuperam-se da infecção e depois são imunes a uma reinfecção. Pacientes cujos sistemas produzem mais células do tipo TH2, que promovem apenas a formação de anticorpos, são mais afetados.
Ultrassonografia evidenciando hepatomegalia em paciente diagnosticado com leishmaniose visceral.
W -enciclopédia livre
Na leishmaniose visceral humana, os primeiros sintomas podem ser associados ao descamamento da pele - com destaque para regiões em torno do nariz, boca, queixo e orelhas, sendo frequentes também no couro cabeludo, onde estes são geralmente confundidos com caspa; e ao aparecimento de pequenos calombos semiesféricos sob o couro cabeludo, geralmente sensíveis ao toque. Tais calombos surgem e desaparecem com frequência sem contudo implicarem, de forma geral mas não restritiva, feridas. Não obstante, por incômodo, estes podem evoluir para lesões mediante traumas induzidos pelas unhas ou mãos do próprio paciente; tais lesões geralmente cicatrizam-se, contudo, de forma normal. Alterações nos níveis de ácido úrico que não associam-se adequadamente às causas típicas desta anomalia - a exemplo bem notórias mesmo em pacientes vegetarianos - e que acabam por implicar sintomas muito semelhantes aos da gota - bem como alterações na quantificação de enzimas associadas ao fígado - como a gama glutamil transferase e transaminase pirúvica - passam a ser detectáveis em exames de sangue. Com a evolução da doença os sintomas mais típicos incluem o aumento do baço ou esplenomegalia, sendo este geralmente também acompanhado do aumento do fígado ou hepatomegalia, ambos detectáveis via ultrassonografia. Se deixado sem tratamento a doença evolui para um quadro crítico caracterizado por rápido e intenso emagrecimento, dor abdominal, ausência de apetite, apatia e febre alta, intermitente e crônica - com duração superior a dez dias - fase na qual o paciente geralmente é levado a procurar o médico. Nesta fase os hemogramas geralmente revelam, entre outras anomalias, os níveis de albumina e contagem de leucócitos significativamente alterados, sendo notórias a anemia e a leucopenia. A mortalidade da doença nesta etapa é consideravelmente aumentada por estes sintomas serem facilmente confundidos com os de outras patogenias; nesta fase, se deixada sem tratamento, a doença quase sempre implica a morte do paciente. O escurecimento da pele, que deu à doença seu nome comum na Índia, não aparece na maioria dos casos de doença, e os outros sintomas são muito fáceis de confundir com os da malária. O erro no diagnóstico é perigoso, pois, sem tratamento, a taxa de mortalidade para kala-azar está próxima a 100%.
Humanos e outros animais infectados são considerados reservatórios da doença, uma vez que o mosquito, ao sugar o sangue destes, pode transmiti-lo a outros indivíduos ao picá-los. Em região rural e de mata, os roedores e raposas são os principais; no ambiente urbano, os cães. Nem todos os cães, quando infectados, apresentam os sinais da doença (emagrecimento, perda de pelos e lesões na pele).
Algum tempo depois do tratamento pode surgir uma forma secundária da [doença], chamada leishmaniose dérmica pós-kala-azar ou LDPK. Esta condição se manifesta primeiro como lesões de pele na face que gradualmente aumentam em tamanho e espalham-se pelo corpo. Eventualmente as lesões podem ser desfigurantes, deixando cicatrizes semelhantes a lepra e causando cegueira ocasionalmente se atingirem os olhos: contudo a doença não é a leishmaniose cutânea, mas uma doença causada por outro protozoário do gênero Leishmania, que também afeta neste estágio a pele.

                                                                          LV Canina

                                                                                   Cachorro com leishmaniose visceral exibindo os sintomas 
típicos da espécie.
Palpação de linfonodo
Diagnóstico sorológico de calazar canino

Leishmaniose cutânea

Forma cutânea de leishmaniose, dita "de Jericó", dada a sua frequência na região de Jericó.
Leishmaniose cutânea é a forma mais comum de leishmaniose. É uma infecção de pele causada por um parasita unicelular pelo que é transmitida pelas picadas da mosca de areia. Há aproximadamente 20 espécies de Leishmania que podem causar leishmanioses cutâneas.

                                    Leishmaniose mucocutânea

Leishmaniose mucocutânea é a mais temida forma de leishmaniose cutânea porque produz o lesões destrutivas, assim desfigurando a face. É causada frequentemente por Leishmania (Viannia) braziliensis, mas são descritos raramente casos provocados por L. aethiopica.
O tratamento para a leishmaniose mucocutânea é a combinação de pentoxifilina e um antimônio pentavalente em dosagens altas durante 30 dias: isto alcança taxas de cura de 90%. Tratamento só com antimônio pentavalente não cura 42% dos pacientes, até mesmo naqueles que alcançam uma cura aparente, 19% recairá.

 Transmissão

                                                                                            Mosquito flebotomíneo
Os flebotomíneos são cruciais na transmissão da leishmaniose visceral, que ocorre quando os insetos se alimentam sobre homens ou animais infectados. A seguir, o crescimento dos flagelados no tubo digestivo do vetor torna-se suficiente para assegurar sua inoculação em hospedeiros susceptíveis.
Se, pouco depois de infectar-se, o flebotomíneo volta a alimentar-se com sangue, o crescimento dos flagelados pode ser inibido. Mas se a segunda refeição for feita com sucos de plantas (ou, nas condições de laboratório, com passas ou soluções açucaradas), as formas promastigotas multiplicar-se-ão abundantemente no tubo digestivo do inseto. Quando ele ingere novamente sangue, poderá regurgitar com o sangue aspirado grumos de leishmanias (promastigotas infectantes) que cresciam no esôfago e no proventrículo.
Em vista do tempo requerido para o crescimento abundante dos flagelados e da vida curta dos insetos adultos (cerca de duas semanas ou pouco mais), é necessário que o flebotomíneo se infecte muito cedo, talvez por ocasião de suas primeiras refeições sanguíneas, para que possa efetuar a transmissão do calazar.
A proporção de insetos encontrados com infecção natural é sempre muito baixa. Assim, a transmissão fica na dependência de existir, nos focos americanos, uma densidade grande de Lutzomyia longipalpis, fato que se constata nas áreas de leishmaniose visceral, mesmo no interior das casas, sempre que haja um surto epidêmico.
Outro mecanismo de transmissão possível, entre os animais, é a transmissão direta, sem flebotomíneos. Em certas áreas endêmicas, observou-se a pequena densidade de insetos vetores, raros casos humanos e grande incidência do calazar canino. Como os flebotomíneos aí mostravam poucas tendências em picar os cães, supôs-se que a propagação pudesse ter lugar por contato sexual, tanto mais que em diversas pesquisas pôde-se comprovar o parasitismo da glande e da uretra dos cães por leishmanias.
Ciclo de vida do leishmania (em espanhol)
Os parasitas são transmitidos pela picada dos mosquitos Phlebotomus na Europa, Ásia e África e pelo Lutzomyia nas Américas. Em Portugal a leishmaníase visceral por L. infantum infantum não é rara, sendo transmitida por Phlebotomus perniciosus e Phlebotomus ariasi.
  • Leishmaniose principalmente visceral (organismos mais agressivos):
    • A L. donovani é a mais frequente causa de leishmaniose visceral. Em algumas regiões (Índia Paquistão, Bangladesh e Sudão) encontra-se uma forma de leishmaniose dérmica pos-kalazar (PKDL). É transmitida por Phlebotomus e existe no subcontinente indiano e na África equatorial (rara em Angola e Moçambique). O reservatório são os seres humanos e os cães.
    • A L. infantum infantum provoca uma variante menos grave da leishmaniose visceral e existe na região mediterrânica, incluindo países do Norte de África, Turquia, Israel, Grécia, Itália, sul da França, Portugal e Espanha e ainda nos Balcãs, Irão, algumas regiões da China e Ásia central. É transmitida pelo Phlebotomus e o seu reservatório são os cães, lobos e raposas. Em Portugal é mais frequente em regiões como Trás-os-Montes, Coimbra e a Beira Litoral, Algarve e na região dos estuários dos rios Sado e Tejo.
    • A L. infantum chagasi existe na América Latina, incluindo Brasil. O inseto transmissor é o flebotomíneo Lutzomyia. Reservatórios: cães e gambás. Esta espécie é considerada uma subespécie de L. infantum.
  • Leishmaniose principalmente cutânea (organismos de virulência baixa):
    • L. major: Norte de África, Médio Oriente e Ásia Central. Transmitida por Phlebotomus. Reservatório: roedores. Responsável por produzir ulcerações úmidas, de evolução rápida.
    • L. aethiopica: Existe na Etiópia e no Quénia. Transmitida por Phlebotomus. Reservatório: Hyrax, espécies de pequenos mamíferos.
    • L. tropica: Existe em países da costa Sul e Leste do Mediterrâneo e no Médio Oriente. Transmitida por Phlebotomus. O reservatório é principalmente humano (antroponose), mas o Hyrax também foi incriminado em alguns foci.
    • L. mexicana: encontra-se no México, na Guatemala e Belize. Transmissão pelo Lutzomyia. O reservatório são os roedores e marsupiais. Gera úlceras benignas na pele.
    • L. amazonensis: América do Sul. Transmissão pelo Lutzomyia. O reservatório são os roedores. Produz lesões cutâneas, às vezes múltiplas.
  • Leishmaniose principalmente mucocutânea (virulência intermédia):
    • L. braziliensis: existe em todo o Brasil, Venezuela, Colômbia e Guianas. Lutzomyia. Reservatório: roedores e gambás. Caracteriza-se por formar úlceras cutâneas (raramente múltiplas), expansivas e persistentes, frequentemente acompanhadas de lesões graves da nasofaringe.
    • L.peruviana: predomina nos países andinos, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia e Venezuela. Reservatório: cães.

Prevalência

É difícil fazer uma avaliação precisa da distribuição global da doença, pois ela comum em áreas isoladas, muitos dos pacientes escondem a doença e em muitos países ela não é notificada.
A leishmaniose é uma doença que já existia desde tempos pré-históricos e que existe até hoje na maior parte do mundo. Entre 1985 e 2003 houve um aumento do número de casos e ampliação de sua ocorrência geográfica, sendo encontrada atualmente em todos os Estados brasileiros, sob diferentes perfis epidemiológicos. Estima-se que, entre 1985 e 2003, ocorreram 523.975 casos autóctones, a sua maior parte nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.[4] É mais de 10 vezes mais comum no Norte que no Sul do país.
Estima-se que a Leishmaniose (tegumentar e visceral) no ano de 2003 apresentava uma prevalência de 12 milhões de casos no mundo e que 350 milhões de pessoas viviam nas áreas com risco de contrair a doença. Segundo a OMS, 2 milhões de pessoas são contaminadas todos os anos (1,5 milhões de casos de leishmaniose cutânea e 500 000 casos de leishmaniose visceral). E esse número parece estar aumentando.[5]
Essa doença está espalhada por 88 países, dos quais 72 são países em desenvolvimento. A grande maioria dos casos de Leishmaniose visceral ocorrem no Brasil, Bangladesh, Índia ou Sudão. A grande maioria dos casos de leishmaniose cutâneo-mucosa ocorrem no Brasil, Bolívia ou Peru. E a maioria dos casos de leishmaniose cutânea ocorrem no Brasil, Afeganistão, Irã, Peru, Arábia Saudita ou Síria. Mais de 90% dos casos ocorrem nesses países, sendo o Brasil o único a reunir grandes números de casos dos 3 tipos de leishmaniose.
Os casos são mais comuns nas áreas de criação de gado onde os animais também são vítimas da doença e ocorrem contaminações cruzadas (do homem para o animal e do animal para o homem).

Progressão e sintomas

Uma infecção por leishmanias pode tomar dois cursos. Na maioria dos casos o sistema imunitário reage eficazmente pela produção de uma resposta citotóxica (resposta Th1) que destrói os macrófagos portadores de leishmanias. Nestes casos a infecção é controlada e os sintomas leves ou inexistentes, curando-se o doente ou desenvolvendo apenas manifestações cutâneas. No entanto, se o sistema imunitário escolher antes uma resposta (humoral ou Th2) com produção de anticorpos, não será eficaz a destruir as leishmanias que se escondem no interior dos macrófagos, fora do alcance dos anticorpos. Nestes casos a infecção (apenas L. donovani irá se desenvolver em leishmaniose visceral), uma doença grave, ou no caso das espécies menos virulentas, para manifestações mucocutâneas mais agressivas e crónicas. Um indivíduo imunodeprimido não reage com nenhuma resposta imunitária eficaz, e estes, especialmente os doentes com SIDA/AIDS, desenvolvem progressões muito mais perigosas e rápidas com qualquer dos patogénios. Em Portugal, Espanha, Itália e França este grupo tem ultimamente formado uma percentagem grande dos doentes com formas de leishmaniose graves.
A leishmaniose visceral, também conhecida por kala-azar ou febre dumdum, tem um período de incubação de vários meses a vários anos. As leishmanias danificam os órgãos ricos em macrófagos, como o baço, o fígado, e a medula óssea. Os sintomas mais comuns do kala azar são[6]:
Outros sintomas possíveis são tremores violentos, diarreia, suores, mal estar e fadiga.[carece de fontes] As manifestações cutâneas são denominadas como kala azar, "doença preta" em hindi e persa, ou como "botão de Jericó". Se não tratada, pode ser fatal num período curto ou após danos crónicos durante alguns anos, especialmente em pessoas com SIDA/AIDS. O diagnóstico certo é difícil, pois vários desses sintomas também são encontrados na Doença de Chagas, Malária, Esquistossomose, Febre Tifóide e Tuberculose, doenças comuns nas áreas endêmicas da Leishmaniose visceral. [6]
A leishmaniose cutânea tem uma incubação de algumas semanas a alguns meses (geralmente) assintomáticos, após o qual surgem sintomas como lesões na pele (pápulas ulcerantes) extremamente irritantes nas zonas picadas pelo mosquito, que progridem para crostas com líquido seroso. Há também escurecimento por hiperpigmentação da pele, com resolução das lesões em alguns meses com formação de cicatrizes desagradáveis. A leishmaniose mucocutânea é semelhante mas com maiores e mais profundas lesões, que se estendem às mucosas da boca, nariz ou genitais.

Áreas endêmicas no Brasil

No Brasil, o maior número de casos são registrados nas regiões Norte e Nordeste, onde a precariedade das condições sanitárias favorecem a propagação da doença. Mas o aumento do número de registros na Região Sudeste mostram que todo o país corre risco de epidemias de Leishmaniose. O interior paulista tem assistido a um crescimento grande do número de casos. Em 1999, Araçatuba enfrentou uma epidemia. Birigui e Andradina também registraram alto número de casos da doença. Em 2003, Bauru passou a registrar a doença de forma endêmica. Em todas essas cidades ocorreram óbitos, e há o risco da doença chegar a grandes centros urbanos paulistas de forma endêmica, como Campinas, Sorocaba, Santos e São Paulo.
Em Campo Grande, capital sul-matogrossense, a incidência da doença também é alta, principalmente em cães que são frequentemente recolhidos pelo poder público e submetidos a eutanásia. Tal atitude tenta conter a doença na cidade, mas nada é feito quanto ao combate efetivo do mosquito transmissor.
Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá, em 2006, 52,43% dos cães da cidade tiveram diagnóstico positivo para leishmaniose visceral. Em 2004, eram 41,63%, demonstrando um crescimento significativo.[7]
A leishmaniose é considerada pela DNDi como uma doença "extremamente negligenciada", assim como a doença do sono e a de doença de Chagas. Isto porque, em razão da prevalência em regiões de extrema pobreza, não há interesse por parte da indústria farmacêutica em desenvolver novos medicamentos para essas doenças.

                  Prevenção, diagnóstico e tratamento

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Advertência: A Wikipédia não é consultório médico nem farmácia.
Se necessita de ajuda, consulte um profissional de saúde.
As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

O diagnóstico é pela observação directa microscópica dos parasitas em amostras de linfa, sanguíneas ou de biópsias de baço, após cultura ou por detecção do seu DNA ou através de testes imunológicos, como a Reação de Montenegro.
O tratamento humano é feito por administração de compostos de antimónio, pentamidina, marbofloxacino anfotericina ou miltefosina. Deve-se muito ao pesquisador Gaspar Vianna, auxiliar de Carlos Chagas, ao se falar em tratamento para as leishmanioses.
A prevenção se faz por redes ou repelentes de insectos, pela construção de moradias humanas a distância superior a 500 metros da mata silvestre e pela erradicação dos Phlebotomus/Lutzomyia. Um importante e por muitos um controverso ponto no controle da leishmaniose reside na redução dos reservatórios da doença via eutanásia dos animais domésticos diagnosticados como portadores da doença. As prefeituras de localidades com presença significativa desta patologia geralmente mantêm serviços de patrulha e diagnóstico de animais de estimação infectados, determinando que setor de controle de zoonoses associado realize periodicamente exames de sangue gratuitos nos animais de estimação, e que este recolha e proceda a eutanásia de animais soropositivos.
Embora os agentes do serviço de controle de zoonoses geralmente cumpram com regularidade as atividades que lhe são incumbidas, ressalva significativa é feita quanto ao fato de que estes (quase?) nunca encaminham, ou sequer aconselham, os moradores da residência associada a um animal positivo-diagnosticado a também realizarem os exames diagnósticos associados. Aparte os motivos de tal atitude, os exames são geralmente simples, rápidos e baratos. Mostram-se acessíveis a todos via postos de saúde públicos ou mesmo na rede particular, e devem ser feitos por todos os moradores da residência onde haja o diagnóstico de um animal com a doença. Até o ponto em que se sabe - contradizendo as estatísticas divulgadas na mídia de enorme número de casos em animais e poucos em humanos - tanto homens quanto os cachorros, gatos, e demais mamíferos do ambiente doméstico - como ratos - estão igualmente suscetíveis à contaminação.
Entre as moléculas mais utilizadas no tratamento da leishmaniose canina estão os antimoniais e o alopurinol.

                                                 Vacina

A vacina terapêutica para leishmaniose, desenvolvida pelo Prof. Wilson Mayrink, pesquisador do Departamento de Parasitologia da Universidade Federal de Minas Gerais, recebeu o registro do Ministério da Saúde e agora pode ser comercializada no Brasil.[8][9][10] Segundo o Prof. Mayrink, a vacina está sendo testada na Colômbia e no Equador, sob a coordenação da OMS. Os testes estão em fase final e, até agora, os resultados são semelhantes aos do Brasil. O pesquisador está otimista também com os resultados dos testes da vacina preventiva, realizados nos municípios de Caratinga e Varzelândia, em Minas Gerais. Ele acredita que, nos próximos dois anos, a vacina preventiva também possa ser produzida em escala industrial e comercializada em todo o País.
No cão ainda não existe uma vacina comercializada na Europa. Atualmente a forma mais eficaz de prevenção passa pela utilização de produtos especiais com efeito de repelência sobre os flebótomos. Estão comercializados vários produtos à base de piretróides sintéticos. O produto que tem demonstrado maior eficácia, sendo o mais recomendado e referenciado, é a coleira impregnada com deltametrina. Em maio de 2007, as autoridades sanitárias do Município de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, adquiriram vários milhares destas coleiras para fazer frente à leishmaniose canina.
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O que é a Hepatite?


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                                             O que é a Hepatite?      
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A hepatite é basicamente uma infecção no fígado . Existem vários tipos de hepatites e a gravidade da doença é variável em função disso e também dos danos já causados ao fígado quando a descobrimos. Dependendo do seu tipo a hepatite pode ser curada de forma simples, apenas com repouso, ou pode exigir um tratamento mais prolongado e algumas vezes complicado e que nem sempre leva à cura completa, muito embora consiga-se em muitos dos casos controlar e estagnar a evolução da doença.


As hepatites podem ser provocadas por bactérias, por vírus, entre os quais estão os seis tipos diferentes de vírus da hepatite (A, B, C, D, E e G ) e também pelo consumo de produtos tóxicos como o álcool, medicamentos e algumas plantas. Uma hepatite pode tornar-se crónica e pode evoluir para uma lesão mais grave no fígado ( cirrose ) ou para o carcinoma hepático ( cancro do fígado ) e em função disso provocar a morte. Mas, desde que detectadas, as hepatites crónicas podem ser acompanhadas, controladas e mesmo curadas.


Existem ainda as hepatites auto-imunes que são no fundo uma espécie de uma perturbação do sistema imunitário, que sem que se saiba ainda porquê, desenvolve auto-anticorpos que atacam as células do fígado, em vez de as protegerem. Os sintomas são pouco específicos, semelhantes aos de uma hepatite aguda, podendo, nas mulheres, causar alterações no ciclo menstrual. Esta hepatite, ao contrário da hepatite vírica, atinge sobretudo as mulheres, entre os 20 e os 30 anos e entre os 40 e os 60, pode transformar-se numa doença crónica.


Todos os tipos de hepatite exigem sempre uma visita a um médico-especialista e um acompanhamento adequado. Por vezes, ter hepatite não chega a ser um grande problema, já que o organismo possui defesas imunitárias que, em presença do vírus , reagem produzindo anticorpos, uma espécie de soldados que lutam contra os agentes infecciosos e os aniquilam. Mas infelizmente, em muitos casos, estes não são suficientes para travar a força do invasor e, então, é necessário recorrer a tratamentos antiviricos.


Há ainda muito a estudar nesta área, a investigação científica tem percorrido um bom caminho na luta contra a doença, tendo conseguido já elaborar vacinas contra as hepatites A e B, (que permitiram reduzir consideravelmente a sua propagação) e descobrir substâncias (como os interferões) que podem travar a multiplicação do vírus e constituir uma esperança de prolongamento de vida para muitos doentes. Estes tratamentos, contudo, são dispendiosos, apresentam diversos efeitos secundários que podem variar de paciente para paciente, algumas contra-indicações que impossibilitam ou atrasam a prescrição e nem sempre estão disponíveis nos países em desenvolvimento, que são as zonas mais afectadas.


Os vírus da hepatite podem ser transmitidos através da água e de alimentos contaminados com matérias fecais (hepatites A e E ), pelo contacto com sangue contaminado (B, C, D e G ) e por via sexual (B e D ). Os vírus têm períodos de incubação diferentes e, em muitos casos, os doentes não apresentam sintomas . As hepatites A e E não se tornam crónicas, enquanto a passagem ao estado crónico é bastante elevada na hepatite C , e comum na hepatite B, D e G, embora nesta última, a doença não apresente muita gravidade.

Ao contrário de outras doenças, os doentes com hepatite crónica, desde que esta tenha sido detectada antes de ter causado maiores danos hepáticos , podem ter um quotidiano muito próximo do normal, não tendo de ficar inactivos, isolados dos demais ou cumprir dietas rígidas, mas têm de conhecer as suas limitações e aprender a viver com a hepatite .


O Fígado é entretanto um órgão com grande capacidade regenerativa e esse é um aspecto favorável. Por outro lado, trata-se de um órgão que, via de regra, não apresenta sintomas externos de deterioração. Por isso muitas vezes os pacientes com hepatites só o descobrem já numa fase complicada da doença e dai também a importância de serem realizados rastreios que possibilitem a detecção do vírus no sangue
 ( no caso das hepatites virais).
Jornallivre.com
    



As hepatites virais podem ser agudas ou crónicas. A maior parte das hepatites agudas curam-se, no entanto, algumas podem evoluir para hepatite crónica. Chama-se crónica à hepatite que não cura ao fim de 6 meses. Como já dissemos, a hepatite crónica pode dar origem a cirrose e, mais raramente, a cancro do fígado.As hepatites virais , na maior parte dos casos não apresentam qualquer sintoma, podem originar queixas semelhantes às da gripe, ou então causar cor amarelada dos olhos e da pele (icterícia), urina escura cor do vinho do Porto, falta de apetite, náuseas, vómitos, cansaço.... A maior parte das pessoas com hepatite crónica nunca teve qualquer sintoma, mas é possível saber se se tem hepatite, através de uma simples análise ao sangue. Não existe tratamento específico para a maioria das hepatites virais agudas, mas, como também já referimos, existe tratamento para as hepatites virais crónicas, que podem resultar na cura ou, na pior das hipóteses, no controlo da doença, dependendo do estágio em que foi descoberta.


As hepatites virais podem afectar qualquer ser humano, independentemente da idade, do sexo, da raça e do estrato sócio-económico. As hepatites virais são doenças frequentes, mas é possível a sua prevenção e mesmo a sua cura.
Fonte de Pesquisa (1)

- MEDICINA E SAÚDE -
- H E P A T I T E -
          A hepatite é uma doença que atinge diretamente o fígado. Mas o que é o fígado?
Fígado:
            O fígado é um órgão maciço, a maior glândula do organismo e fica localizado na parte superior direita do abdome. As células que o compõem são chamadas de hepatócitos. Ele é extremamente importante porque executa muitas funções vitais para o nosso corpo.
Suas funções:
1) Receber os nutrientes e as substâncias absorvidas no intestino;
2) transformar a estrutura química de medicamentos e outras substâncias, para suavizar, inativar ou ativar essas substâncias através da ação das suas enzimas;
3) armazenar nutrientes como glicose e aminoácidos para serem usados posteriormente pelo organismo;
4) a partir desses nutrientes, produzir várias substâncias usadas pelo organismo, como proteínas e lipoproteínas;
5) produzir a bile, um líquido verde e denso que auxilia o intestino na digestão de gorduras.
O que é a hepatite?
            É uma doença inflamatória do fígado que compromete suas funções. Existem vários fatores que podem causar hepatite. Ela pode ser viral (quando for causada por um vírus), auto-imune (quando nosso sistema imunológico reconhece seus próprios tecidos como estranhos, atacando-os para destruí-los) ou ainda ser causada por reação ao álcool, drogas ou medicamentos, já que é no fígado que essas substâncias são transformadas.
            Existem vários tipos de hepatites, mas aqui trataremos das hepatites virais, abordando os tipos mais comuns (A, B e C), explicando suas diferenças, as vias de transmissão e os meios para tratá-las.
            As hepatites podem ser agudas ou crônicas. Uma doença aguda é aquela que tem início repentino e geralmente apresenta sintomas nítidos. Quanto o organismo não consegue curar-se em até 6 meses, a doença passa então a ser considerada crônica e muitas vezes não apresenta sintomas.
O que acontece quando o fígado não está saudável?
            As doenças do fígado, especificamente a hepatite, provocam anormalidades na função desse órgão, como:
Icterícia: é o acúmulo de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento esverdeado usado pelo fígado para produzir a bile (uma substância que auxilia o intestino a digerir as gorduras). Esse acúmulo de bilirrubina faz com que a pele e as mucosas fiquem amareladas. Quando o fígado está inflamado, ocorre uma dificuldade de metabolização e eliminação da bile para o intestino;
Prejuízo na produção das proteínas e na neutralização de substâncias tóxicas; e
Cirrose: é o resultado final de qualquer inflamação persistente no fígado. Pode ocorrer em todas as condições de inflamação crônica desse órgão. Caracteriza-se por necrose (destruição das células), fibrose e nódulos de regeneração. Fibrose é a substituição das células normais do fígado por tecido de cicatrização. Esse tecido cicatrizado (chamado de fibrótico por ser formado por fibras) não tem as funções que as células sadias antes possuíam. Os nódulos de regeneração são compostos por células regeneradas que o fígado produz para tentar substituir as células perdidas, mas infelizmente esses nódulos também não conseguem realizar as mesmas funções das células sadias. As cicatrizes impedem o sangue de circular livremente pelo fígado e limitam a sua função.
Sete diferentes vírus da hepatite:
            Um vírus é um minúsculo microorganismo, muito menor e mais simples do que uma célula humana. Uma vez dentro do nosso corpo, o vírus da hepatite invade o fígado, toma posse das células e passa a se reproduzir. Seu ataque debilita as células e provoca a inflamação.
            Até agora, há sete tipos de hepatites virais específicas conhecidas - A, B, C, D, E, F e G. Cada uma delas é causada por um vírus diferente. Além disso, há também outros vírus que atacam primariamente outros órgãos e que podem secundariamente comprometer o fígado como o vírus da Herpes ou o citomegalovírus (CMV).
            Abaixo apresentamos um estudo sobre os tipos mais comuns de hepatite: (clique nos links para detalhes):
Hepatite A (VHA) ===> Clique aqui
Hepatite B (VHB) ==> Clique aqui
Hepatite C (VHC) ==> Clique aqui
            Já existem no Brasil vários Grupos de Apoio a portadores da hepatite C e, dentre eles, podemos relacionar os seguintes e-mails:
            Há, também, um excelente site que deve ser visitado:
FONTES: Banco de dados do Portal Brasil® e Laboratórios Roche® 
CREDITOS E AGRADESCIMENTOS 
FONTE DE PESQUISA (2)

Vc Sabe O que e Heterocromia ?

Heterocromia  é uma anomalia genética na qual o indivíduo possui um olho de cada cor. Quando ocorre em gatos domésticos, estes recebem a denominação de Gato de olho ímpar. Isso se deve a uma alteração no gene EYCL3 no cromossomo 15, que indica a quantidade de melanina que o olho apresentará - muita melanina gera a cor marrom, pouca a azul. Já o gene EYCL1, que indica a quantidade de pigmentos de gordura, é responsável pela nuance de tom, azul ou verde.
Apesar de haver o componente genético envolvido, outros fatores podem concorrer para a heterocromia, como a síndrome de Waardenburg, que gera surdez e provoca essa alteração. O mais comum é que ocorra através de lesões ou derrames que causem a modificação da quantidade de melanina na retina.
Muito rara em humanos, pode ocorrer mais comumente em animais domésticos e selvagens.[1] Apesar de não haver tratamento específico para a anomalia, pode-se usar lentes de contato para igualar as cores.Tim McIlrath, vocalista e guitarrista da banda Rise Against possui um olho de cada cor assim como o músico, o ator britânico David Bowie que adquiriu em função de uma briga na adolescência que lhe tirou parcialmente a visão e a percepção das cores de um dos olhos e a actriz portuguesa Daniela Ruah, Kensy Blye em NCIS: Los Angeles
G1-Glogo Fonte (1)

Heterocromia ou heterocromia ocular  é definida como uma anomalia genética na qual o indivíduo apresenta olhos de cores distintas, ou duas cores em um mesmo olho. Esta condição é rara em humanos, sendo mais observada em animais, especialmente em cães (como dálmatas e pastores australianos), gatos e cavalos. Quando acomete gatos, estes recebem a denominação de gato de olho ímpar.
Ocorre devido a uma modificação no gene EYCL3 presente no cromossomo  15, responsável por apontar a quantidade de melanina que o olho deve apresentar (muita melanina resulta na cor marrom; pouca, na azul). O gene EYCL1, que designa a quantidade de pigmentos de gordura, diz respeito a nuance de tom, azul ou verde.
Embora o elemento genético esteja relacionado com essa condição, outros fatores podem levar à heterocromia, como a síndrome de Waardenburg, que gera surdez e incita essa alteração. Mais comumente, ocorre devido a lesões ou derrames que acarretam modificações da quantidade de melanina presente na retina.
Não existe tratamento específico para essa anomalia. Contudo, lentes de contato podem ser usadas para equiparar as cores.
Fontes:

http://www.infoescola.com/genetica/heterocromia/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Heterocromia
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/003319.htm
http://visaoemfoco.ativoforum.com/t2571-heterocromia-em-animais
http://dermatlas.med.jhmi.edu/derm/display.cfm?ImageID=982932287 


Verde e castanho são algumas das inúmeras cores que os olhos humanos podem apresentar em decorrência de fatores genéticos e ambientais (fotos: Wikipedia).
Todo professor de biologia tem, durante as aulas de genética, que responder ao inevitável questionamento sobre como é herdada a cor dos olhos. Contudo, muitos ainda tratam erroneamente essa característica genética como um tipo de herança mendeliana simples, cuja ocorrência é influenciada por um único par de genes associados com a produção de olhos castanhos ou azuis.

É verdade que a hereditariedade de diversas características é determinada por duas cópias – ou alelos – dos genes herdados de nossos pais. Esses alelos estabelecem entre si uma relação de dominância e, segundo esse ponto de vista, a versão castanha para a cor dos olhos (B) seria dominante sobre a variante para a cor azul (b). A dominância, nesse caso, significaria que, se pelo menos um dos alelos para a coloração dos olhos de uma pessoa fosse B, seus olhos seriam castanhos. Geneticamente falando, portanto, indivíduos com olhos castanhos poderiam ser ou BB ou Bb, enquanto aqueles que têm olhos azuis seriam obrigatoriamente bb.

Ainda segundo esse ponto de vista, se um casal com olhos castanhos quisesse ter uma criança de olhos azuis, tanto o homem quanto a mulher teriam que apresentar uma cópia do gene b, ou seja, seriam heterozigotos (Bb) para essa característica. Nesse caso, haveria apenas uma chance em quatro de que esse casal tivesse um filho com olhos azuis (bb).

Essa explicação simplista, porém, não mostra como surge toda a imensa variedade de cores presente nos olhos e não esclarece por que pais de olhos castanhos podem ter filhos com olhos castanhos, azuis, verdes ou virtualmente de qualquer outra tonalidade. A cor dos olhos é, portanto, uma característica cuja herança é complexa (ou poligênica) e, para entendermos como ela ocorre, devemos nos aventurar na biologia de um trio de genes.

Mecanismos associados com a coloração
O que chamamos de “cor dos olhos” é na verdade primariamente a cor da íris, pois outras regiões dos olhos, como a córnea e a esclera, são transparentes ou primariamente brancas. A íris é um disco colorido que, como o diafragma de uma máquina fotográfica, controla a quantidade de luz que entra nos olhos através da abertura ou fechamento de seu orifício central – a pupila. Seu nome vem de uma divindade da mitologia grega, que personificava o arco-íris e que era a mensageira dos deuses.

A definição da coloração de nossos olhos é um processo complexo, que depende de uma combinação de fatores genéticos associados com as características do tecido fibroso e vasos sangüíneos presentes na íris. Fatores epigenéticos (relacionados com a organização espacial do material genético e com as influências do ambiente nessas moléculas) também determinam a cor de nossos olhos.

A deusa grega Íris, que personificava o arco-íris e era a mensageira dos deuses, pintada por Luca Giordano (1634-1705) em 1684-1686. A íris do olho foi batizada em homenagem a ela.
A grande variedade de cores que observamos entre os vertebrados está associada primariamente com a produção dos pigmentos melanina (negro) e feomelanina (amarelo avermelhado). A presença desses pigmentos confere uma proteção valiosa contra os efeitos nocivos da radiação solar sobre o genoma celular.




As diversas colorações observadas entre os vertebrados são possíveis devido aos diferentes padrões de deposição desses pigmentos na pele, pêlos e penas. A ocorrência de outras cores deve-se à deposição extracelular de outros pigmentos, como porfirinas, carotenóides, purinas e cobre (veja mais em A paleta da natureza ). Portanto, é incorreto considerar que a cor dos olhos está associada somente com a deposição de melanina e feomelanina nos olhos. Se isso fosse verdadeiro, nossos olhos (como nossa pele) apresentariam uma coloração que variaria apenas entre o negro e o castanho-amarelado.

Esses pigmentos são produzidos por células com características mioepiteliais (que possuem características epiteliais e musculares) presentes na região posterior da íris. A região mediana desse tecido (estroma) também contribui para a coloração dos nossos olhos. Essas células são conhecidas como melanócitos e também estão associadas com a coloração de nossa pele e cabelos.

Genes modificadores
A cor dos olhos é um tipo de variação contínua controlada por genes denominados modificadores, pois os alelos de vários genes influem na coloração final dos olhos. Isso ocorre por meio da produção de proteínas que dirigem a proporção de melanina depositada na íris. Outros genes produzem manchas, raios, anéis e padrões de difusão dos pigmentos. Mamíferos albinos não possuem pigmentos em suas íris e os vasos sangüíneos na parte posterior de seus olhos refletem a luz, fazendo com que esses órgãos pareçam rosados.

Se uma grande quantidade de melanina (em relação à proporção de feomelanina e outro pigmentos) estiver presente na íris, os olhos serão negros ou castanhos. Se pouca melanina estiver presente, a íris parecerá azul. Concentrações intermediárias produzirão cores cinza, verde e diversas tonalidades de castanho.

O primeiro dos genes envolvidos com a coloração da íris, conhecido como Bey2 (do inglês brown eye – olho castanho) ou EYCL3 (do inglês eye color – cor do olho), situa-se no cromossomo 15 e possui dois alelos: um castanho e outro azul. Cada um deles gera respectivamente uma coloração castanha (alta quantidade de melanina) ou azul (baixa quantidade de melanina) na íris de seus portadores.

Porém, a coloração dos olhos de uma pessoa não é definida de forma tão simples assim: outros dois genes, conhecidos como Gey (do inglês green eye – olho verde) ou EYCL1 e Bey1 (ou EYCL2 ), estão também envolvidos no processo. Embora a biologia dos genes EYCL1 e EYCL3 seja bem conhecida, a função do EYCL2 ainda é muito pouco compreendida. Sequer se conhece com certeza sua localização (acredita-se que ele também esteja situado no cromossomo15)!

O conhecimento atual, entretanto, não explica a existência de olhos de outras cores ou de gradações diferentes. Também não esclarece como a cor dos olhos muda com o decorrer do tempo. Essas questões podem ser respondidas se considerarmos que existem outros genes, além do trio EYCL1, 2 e 3 , que controlam a deposição de lipofuscina (lipocromo) na íris, determinando, assim, a presença de cores âmbar, verde e violeta nos olhos.

O gene EYCL1 , localizado no cromossomo 19, apresenta alelos azul e verde, ligados à presença de pigmentos de gordura na íris. O alelo verde desse gene é dominante em relação aos alelos azuis presentes tanto no gene EYCL1 quanto no EYCL3 . Contudo, esse alelo comporta-se como recessivo em relação ao alelo castanho presente em EYCL3 .

Há, portanto, uma ordem de dominância entre esses dois genes. Uma pessoa que possui um alelo castanho no gene EYCL3 apresenta olhos castanhos. Por outro lado, pessoas de olhos verdes possuem um alelo verde em EYCL1 associado com alelos azuis nesse gene e em EYCL3 . Os olhos azuis são mais raros e ocorrem somente se os genes EYCL3 e EYCL1 apresentarem alelos azuis. 
Alterações nos genes EYCL3 e EYCL1 estão associadas com a heterocromia – problema causado por um agrupamento anormal de melanossomos que pode fazer com que a pessoa tenha parte ou ambos os olhos de cores diferentes. A heterocromia é bastante incomum e pode acontecer ainda em decorrência de lesões oculares ocorridas após batidas, derrames, inflamações ou doenças que causem a perda de melanina. No entanto, não costuma causar maiores complicações além da questão estética.

A cor dos olhos varia ainda com a idade e com o estado de saúde. Em algumas pessoas, os olhos mudam de cor dependendo do humor, disposição e mesmo com a cor das roupas. No entanto, os mecanismos associados com esse processo não são bem compreendidos.

Estamos ainda tateando para tentar entender todos os fatores envolvidos na definição da coloração de nossos olhos. O que não deixa de causar surpresa: afinal, essa característica atrai muito interesse público e movimenta anualmente verdadeiras fortunas relacionadas com tratamentos estéticos e reparadores, venda de produtos etc. No entanto, o entendimento pleno de seu fundamento biológico ainda está por ser obtido.


Jerry Carvalho Borges
Colunista da CH On-line
23/03/2007

SUGESTÕES PARA LEITURA
Halder, G., Callaerts, P., Gehring, W.J. (1995) New perspectives on eye evolution. Curr. Opin. Genet. Dev. 5: 602-609.
Morris, P.J. Phenotypes and genotypes for human eye colors. Athro Limited website. Acesso em 10 mai. 2006.
Sturm R.A., Frudakis T.N. (2004) Eye color: portals into pigmentation genes and ancestry. Trends Genet . 20(8):327-32.
Swann P. (1999) Heterochromia. Optometry Today . Acesso em 01 nov. 2006.
Wielgus A.R., Sarna T. (2005) Melanin in human irides of different color and age of donors. Pigment Cell Res . 18(6):454-64. 

Fonte de Pesquisas e Direitos Autoral