Brasil é o País onde mais se Gasta tempo Pagando Impostos


De acordo com o estudo Paying Taxes (Pagando Impostos), da Pricewaterhouse Coopers, o Brasil é o país onde mais se gasta tempo com as obrigações tributárias: são 2.600 horas por ano. Trata-se de um recorde mundial. Em nações como Emirados Árabes Unidos, Cingapura, Luxemburgo, Suíça e Nova Zelândia, ninguém gasta mais do que 70 horas anualmente.

A Pricewaterhouse Coopers também revelou que na comparação com os países emergentes (Rússia, Índia e China), o Brasil está em um nível mais baixo. Os indianos, por exemplo, gastam 271 horas por ano, o que deixa a Índia no mesmo patamar de desenvolvimento do grupo G8 (254 horas) e da Europa (257 horas) e o Brasil solitário na base do ranking.

Tributo
Mais da metade das 2.600 horas é destinada ao pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). Outras 491 horas são desperdiçadas com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e 736 com o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica).

Depois do Brasil, a Ucrânia é a segunda nação em que a população gasta mais tempo com impostos, no total são 2.085 horas. O estudo Paying Taxes é elaborado pela Pricewaterhouse Coopers com foco nos resultados obtidos pela pesquisa Doing Business do Banco Mundial.

Análise
De acordo com Carlo Lacia, da PricewaterhouseCoopers do Brasil, quando pensamos em obedecer a legislação com relação ao pagamento de tributos, se trata apenas de uma questão de calcular e pagar, mas o processo de recolhimento é extremamente complicado no País, uma vez que o contrbuinte necessita entender a legislação e as obrigações referentes a cada uma das taxas, o que, algumas vezes, demora meses.

As empresas enfrentam burocracia e obstáculos e, por isso, precisam manter profissionais especializados que se dediquem em tempo integral ao pagamento de impostos, com o intuito de evitar erros e distorções que podem acabar aumentando ainda mais as taxas.

................Minha Opinião

Ta certo que No Brasil temos que Pagar impostos tributos e mais Uns milhões de coisas Mas ate quando?
se vc compra uma bala imposto , se compra um ciclete imposto , se Deus me livre guarde,um ente querido falece e la vai imposto ate no caixão e difícil demais nesse Brasil , eu acho que se (algumas Políticos parassem de roubar , esconder dinheiro , trabalhar direito ,acabasse um pouco vamos dizer umas 10% dos roubos no Brasil o dinheiro que iria sobrar daria para ajudar na saúde, educação pois os Postos de saúde estão uma Porcaria , Pessoas morrendo nas filas nos postos , remédios faltando nos hospitais  ta Uma vergonha Milhoes são Roubados (Obs.... para o pobre Cidadão e Roubo qualificado assalto) Para O Rico e (uso inapropriado de dinheiro Publico) Para O Pobre e cadeia Para o Rico e ferias Forçadas......
Ai eles dizem se Para os Impostos O pais para  e O trabalhador? ele não para não? ele não fica cansado de saber que o seu dinheiro e para pagar impostos e Impostos Um traz do outro aonde vaio tanto dinheiro assim , de fez em quando tem umas Obras por ai mas na minha opniao não chega a 20 por cento do  que e Roubado Do trabalhador Pelos políticos que se acha os Donos do dinheiro Publico , mas deixo claro que não são todos os Políticos que robao não ainda existe políticos Sérios e honrados só falta eu achar algum deles Que eu divulgo aqui .......Pois acredito que ainda deve ter algum ,Deve não acredito que existe Pois eu Acredito em papai Noel e também nos ginomos....Brincadeira acredito sim Pois graças a Deus se não tivesse o pais já estaria em guerra e fome para todo lado , Mas graças a Deus Só tem Fome por enquanto......
Mas Voltando as Imposto o Brasileiro Paga mais ou menos 47 Por cento do seu salário em Impostos E tributos para O Governo e desse Dinheiro e gasto em saúde , educação, transporte , saneamento básico hospitais , rede publica cemig ..( Iluminação Publica)...e olha só que pouquinho de coisa No qual a Impostos ou seja Pagamos so essa Lista de Impostos Aqui o

(Minha Opniao A respeito dos Impostos No Brasil )

Lista de Impostos :


OS TRIBUTOS NO BRASIL

Relação Atualizada e Revisada em 18/02/2011
Nota Preliminar

Por tributo, entende-se toda prestação pecuniária compulsória em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada – art.3º do CTN.
Nos termos do artigo 145 da nossa Constituição Federal e do artigo 5 do CTN, tributos são:
a) Impostos.
b) Taxas, cobradas em razão do exercício do poder de policia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos á sua disposição.
c) Contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
Juridicamente, no Brasil, hoje, entende-se que as contribuições parafiscais ou especiais integram o sistema tributário nacional, já que a nossa Constituição Federal ressalva quanto á exigibilidade da contribuição sindical (art. 80, inciso IV, CF), das contribuições previdenciárias (artigo 201 CF), sociais (artigo 149 CF). para a seguridade social (artigo 195 CF) e para o PIS — Programa de Integração Social e PASEP — Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (artigo 239 CF).
Como contribuições especiais temos ainda as exigidas a favor da OAB, CREA, CRC, CRM e outros órgãos reguladores do exercício de atividades profissionais.
Os empréstimos compulsórios são regulados como tributos, conforme artigo 148 da CF o qual se insere no Capítulo I – Do Sistema Tributário Nacional.
Baseado nos conceitos constitucionais e do Código Tributário Nacional, elaboramos a seguinte lista de tributos vigentes no Brasil:



Lista de tributos (impostos, contribuições, taxas, contribuições de melhoria) existentes no Brasil:
Várias publicações, sites, jornais, revistas e outros meios de comunicação têm copiado a lista abaixo. Pedimos que, ao fazê-lo, nos dêem o crédito: fonte www.portaltributario.com.br

  1. Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante – AFRMM - Lei 10.893/2004
  2. Contribuição á Direção de Portos e Costas (DPC) - Lei 5.461/1968
  3. Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT  - Lei 10.168/2000
  4. Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), também chamado "Salário Educação" - Decreto 6.003/2006
  5. Contribuição ao Funrural
  6. Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - Lei 2.613/1955
  7. Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
  8. Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) - Lei 8.029/1990
  9. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) - Decreto-Lei 8.621/1946
  10. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) - Lei 8.706/1993
  11. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) - Lei 4.048/1942
  12. Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) - Lei 8.315/1991
  13. Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) - Lei 9.403/1946
  14. Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) - Lei 9.853/1946
  15. Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP) - art. 9, I, da MP 1.715-2/1998
  16. Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) - Lei 8.706/1993
  17. Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados)
  18. Contribuição Confederativa Patronal (das empresas)
  19. Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Combustíveis - Lei 10.336/2001
  20. Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico – CIDE Remessas Exterior - Lei 10.168/2000
  21. Contribuição para a Assistência Social e Educacional aos Atletas Profissionais - FAAP - Decreto 6.297/2007
  22. Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Emenda Constitucional 39/2002
  23. Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional – CONDECINE - art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002
  24. Contribuição para o Fomento da Radiodifusão Pública - art. 32 da Lei 11.652/2008.
  25. Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral, vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal)
  26. Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a Confederativa foi instituída pelo art. 8, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatória em função da assembléia do Sindicato que a instituir para seus associados, independentemente da contribuição prevista na CLT)
  27. Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS - Lei Complementar 110/2001
  28. Contribuições de Melhoria: asfalto, calçamento, esgoto, rede de água, rede de esgoto, etc.
  29. Fundo Aeroviário (FAER) - Decreto Lei 1.305/1974
  30. Fundo de Combate à Pobreza - art. 82 da EC 31/2000
  31. Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL) - Lei 5.070/1966 com novas disposições da Lei 9.472/1997
  32. Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
  33. Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) - art. 6 da Lei 9.998/2000
  34. Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) - art.6 do Decreto-Lei 1.437/1975 e art. 10 da IN SRF 180/2002
  35. Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) - Lei 10.052/2000
  36. Imposto sobre a Importação (II)
  37. Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
  38. Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)
  39. Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR - pessoa física e jurídica)
  40. Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)
  41. INSS Autônomos e Empresários
  42. INSS Empregados
  43. INSS Patronal
  44. Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP)
  45. Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro  
  46. Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação - Lei 10.870/2004
  47. Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de consumo nas atividades agropecuárias - Decreto-Lei 1.899/1981
  48. Taxa de Coleta de Lixo
  49. Taxa de Combate a Incêndios
  50. Taxa de Conservação e Limpeza Pública
  51. Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA - Lei 10.165/2000
  52. Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos - Lei 10.357/2001, art. 16
  53. Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais)
  54. Taxa de Fiscalização da Aviação Civil - TFAC - Lei 11.292/2006
  55. Taxa de Fiscalização da Agência Nacional de Águas – ANA - art. 13 e 14 da MP 437/2008
  56. Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - Lei 7.940/1989
  57. Taxa de Fiscalização de Sorteios, Brindes ou Concursos - art. 50 da MP 2.158-35/2001
  58. Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária Lei 9.782/1999, art. 23
  59. Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - TFPC - Lei 10.834/2003
  60. Taxa de Fiscalização dos Mercados de Seguro e Resseguro, de Capitalização e de Previdência Complementar Aberta - art. 48 a 59 da Lei 12.249/2010
  61. Taxa de Licenciamento Anual de Veículo
  62. Taxa de Licenciamento, Controle e Fiscalização de Materiais Nucleares e Radioativos e suas instalações - Lei 9.765/1998
  63. Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal
  64. Taxa de Pesquisa Mineral DNPM - Portaria Ministerial 503/1999
  65. Taxa de Serviços Administrativos – TSA – Zona Franca de Manaus - Lei 9.960/2000
  66. Taxa de Serviços Metrológicos - art. 11 da Lei 9.933/1999
  67. Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP)
  68. Taxa de Outorga e Fiscalização - Energia Elétrica - art. 11, inciso I, e artigos 12 e 13, da Lei 9.427/1996
  69. Taxa de Outorga - Rádios Comunitárias  - art. 24 da Lei 9.612/1998 e nos art. 7 e 42 do Decreto 2.615/1998
  70. Taxa de Outorga - Serviços de Transportes Terrestres e Aquaviários - art. 77, incisos II e III, a art. 97, IV, da Lei 10.233/2001
  71. Taxas de Saúde Suplementar - ANS  - Lei 9.961/2000, art. 18
  72. Taxa de Utilização do SISCOMEX - art. 13 da IN 680/2006.
  73. Taxa de Utilização do MERCANTE - Decreto 5.324/2004
  74. Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais)
  75. Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE - Lei 9.718/1998

Celular Amigo Ou Inimigo?

Especialistas pedem que riscos do celular sejam divulgados amplamente

Médicos afirmam que não é preciso 'jogar o telefone no lixo', mas recomendam uso moderado

Aretha Yarak
Cuidado redobrado: deve ser evitado o uso de celular por crianças e adolescentes. Sem ter o cérebro plenamente desenvolvido, correm maior risco de desenvolver gliomas
Cuidado redobrado: deve ser evitado o uso de celular por crianças e adolescentes. Sem ter o cérebro plenamente desenvolvido, correm maior risco de desenvolver gliomas                                     
Cuidado redobrado: deve ser evitado o uso de celular por crianças e adolescentes. Sem ter o cérebro plenamente desenvolvido, correm maior risco de desenvolver gliomas (Thinkstock)
"A população precisa saber que existe a possibilidade de, se ela usar celular por mais de 30 minutos por dia, desenvolver um tumor." - Ubirani Otero, médica e chefe da área de câncer ocupacional do Instituto Nacional de Câncer (Inca)
O anúncio da Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), ligada à Organização Mundial da Saúde (OMS), de que a radiação emitida pelos celulares é potencialmente cancerígena foi recebido pelos médicos brasileiros como um sinal de que a população precisa mudar os hábitos de uso do aparelho. Também é preciso, segundo os médicos, que os fabricantes deixem claro os riscos que os telefones móveis oferecem.
"Ainda não existe evidência suficiente de que os telefones celulares causem câncer, mas existe a possibilidade", afirma a médica Ubirani Otero, chefe da área de câncer ocupacional do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A IARC classificou a radiação do celular como 2B, indicando a possibilidade de causar glioma (câncer maligno no cérebro). O risco aumenta, segundo alguns estudos, conforme o uso: quanto mais tempo ao telefone, maiores as chances de desenvolver câncer no cérebro.
Mas essa possibilidade já é suficiente, afirma Ubirani, para que o Brasil adote o que vem sendo feito na Europa, de divulgar o risco presente nos aparelhos. "A população precisa saber que existe a possibilidade de, se ela usar por mais de 30 minutos por dia, desenvolver um tumor." Em alguns países da Europa, como a França, a legislação restringe o uso do celular por crianças e adolescentes. Nesse grupo, a barreira hemato-encefálico ainda não foi bem formada, aumentando a possibilidade de desenvolver um glioma. "Acho que temos de tentar informar a população, mas sem causar pânico. E isso serve também para o telefone sem fio, que tem a mesma radiação do celular. Deve-se diminuir o uso, a duração e alternar o ouvido", diz


Para o médico oncologista Paulo Sanematsu Júnior, diretor do Departamento de Neuro cirurgia do Hospital A. C. Camargo, de São Paulo, especializado no tratamento de câncer, deve-se tentar restringir o uso do celular. "Uma das conclusões imediatas é que seria muito interessante usar fone de ouvido, em vez de levar o aparelho diretamente ao ouvido."

Coincidência — Embora seja difícil apontar os celulares como culpados, números conhecidos há alguns anos já levantavam suspeitas sobre a possibilidade de os aparelhos causarem câncer. "Por razões não muito claras, a incidência dos gliomas vem aumentando”, afirma Artur Katz, chefe do serviço de oncologia clínica do centro de oncologia do Hospital Sírio Libanês. "E todos nós estamos sujeitos à exposição desses campos", afirma.

Katz diz que não é preciso jogar os celulares fora, mas seria importante que as pessoas se conscientizassem sobre o uso desnecessário. "É algo que tem de ser policiado."

Fabricantes — Os fabricantes de aparelhos celulares, por meio do Mobile Manufactures Forum (Fórum dos Fabricantes de Celulares – MMF), divulgou um comunicado destacando o fato de que os campos de radiofrequência sejam "possivelmente" carcinogênicos e que "os equipamentos de telecomunicações sem fio, incluindo telefones celulares e suas estações rádio-base, foram projetados para operar dentro de limites internacionais e nacionais que já têm margens de segurança substanciais integradas a eles."

"A população precisa saber que existe a possibilidade de, se ela usar celular por mais de 30 minutos por dia, desenvolver um tumor." - Ubirani Otero, médica e chefe da área de câncer ocupacional do Instituto Nacional de Câncer (Inca)
Fonte (1)
Revista Veja

VEJA TAMBEM HIV-O vírus da imunodeficiência humana (VIH), também conhecido por HIV (sigla em inglês para human imunodeficiency virus

Ciclo do vírus da polio

O vírus da polio

­­





Poliovirus, imagem 3D
David Belnap/Brigham Young University e
­­James Hogle/Harvard Medical School

Imagem 3D do poliovirus
A p­oliomielite é uma doença causada pelo poliovirus, que é um virus formado por uma cadeia simples de RNA do gênero Enterovírus, da família Picornaviridae. Tem três sorotipos - 1, 2 e 3 - e mede de 24-30 nm de diâmetro. Os três sorotipos do poliovírus chamados de 1, 2 e 3 provocam a poliomielite. O poliovirus tipo 1 é o isolado com maior freqüência nos casos com paralisia, seguido do tipo 3. O sorotipo 2 apresenta maior imunogenicidade, seguido pelos sorotipos 1 e 3. A imunidade é específica para cada sorotipo.
O poliovirus é um virus com alta infectividade, ou seja, ele rapidamente penetra no corpo do hospedeiro (doente) e se multiplica em 100% dos casos. Mas somente de 0,1% a 2,0% dos infectados desenvolvem a forma paralítica da doença (1:50 a 1:1000). Isso significa que a capacidade do vírus de causar uma forma importante (com paralisia) da doença é pequena. A gravidade da doença é maior quando o vírus contamina adolescentes ou adultos.
A letalidade da poliomielite varia entre 2% e 10%, mas pode ser bem mais elevada dependendo da forma clínica da doença. A poliomielite bulbar (atinge o bulbo, uma das partes do tronco cerebral) apresenta uma letalidade entre 20% e 60%, e a poliomielite espinhal, com acometimento respiratório, entre 20% e 40%. Em imunodeficientes chega a 40%, sendo muito freqüente o aparecimento de seqüelas.
O reservatório do vírus na natureza é o homem. A transmissão pode ser direta,  de pessoa a pessoa, por meio de secreções de nariz e faringe de pessoas (tosse, espirro) com a infecção. Pode ocorrer a transmissão indireta, por alimentos, água ou objetos contaminados. A transmissão era mais freqüente em ambientes cheios de crianças com más condições de higiene. O período de incubação da doença é de 7-12 dias.
 Na pessoa infectada, a transmissão do vírus pela orofaringe dura uma semana e pelas fezes por até seis semanas. O período de transmissão acontece geralmente antes das manifestações clínicas da doença quando a pessoa não sabe que está contaminada.
Em países de clima temperado, verifica-se incidência maior no verão e princípio do outono. Nos países de clima tropical, a distribuição dos casos é uniforme durante todo o ano. A transmissão é potencialmente mais intensa em áreas urbanas densamente povoadas, mas também ocorre em áreas rurais.

Sinais e sintomas da poliomielite

­Os primeiros sintomas da contaminação pelo vírus da polio podem aparecer de 10 a 12 dias após o contágio. A quadro clínico da poliomielite inclui febre e alterações gastrointestinais, como diarréia. Nos casos mais graves pode aparecer rigidez de nuca, reflexos tendíneos inicialmente hiperativos e que posteriormente são abolidos (quando a doença causa a paralisia). A sensibilidade é mantida. Geralmente a doença atinge os membros inferiores, e o comprometimento é assimétrico.
A doença é mais grave quando lesa os núcleos motores dos pares cranianos e atinge as áreas do sistema nervoso responsáveis pelo comando da respiração. Quando maior o comprometimento do sistema nervoso, maior a gravidade do quadro. Nas pessoas com a doença, a paralisia pode se intalar e não regredir, enquanto nos casos mais leves há recuperação parcial ou total.
Atualmente, é muito importante confirmar a doença nos casos suspeitos. O diagnóstico laboratorial da poliomielite objetiva o isolamento do vírus e do seu sorotipo. Como o poliovirus selvagem foi erradicado do continente americano, os casos suspeitos têm que ser rigorosamente investigados. Os exames que ajudam no diagnóstico são:
  • quimiocitológico do líquor,
  • detecção de anticorpos da classe IgM, e
  • eletroneuromiografia.
Todas as doenças que podem dar um quadro clínico semelhante ao da poliomielite têm que ser afastadas (diagnóstico diferencial).

O diagnóstico final é feito pelo isolamento e identificação do vírus nas fezes, preferencialmente nas primeiras duas semanas após a instalação da paralisia. A amostra pode ser colhida por meio de esfregaço da mucosa do ânus. As fezes devem ser conservadas entre +2º e +8ºC, até três dias, e após, em freezer a uma tempratura de  –20º ou –70ºC. O isolamento do vírus também pode ser feito do sangue, orofaringe e líquor, embora em menor porcentagem do que nas fezes. Nos casos de óbito, podem ser coletados tecidos do sistema nervoso central para posterior isolamento do virus.
O diagnóstico sorológico pode ser feito coletando-se duas amostras de sangue, uma na fase aguda e outra na de convalescença; para confirmação da infecção, o título de anticorpos deve aumentar em quatro vezes.
­Veja na próxima página qual é o tratamento para a poliomielite.

Tratamento da poliomielite

­­Como acontece em muitas doenças por vírus, não há tratamento específico, somente cuidados gerais, como repouso rigoroso nos primeiros dias, o que reduz o risco de paralisias. Deve-se tratar a dor e a febre e as complicações que surgirem.





Franklin Delano Roosevelt
Franklin Delano Roosevelt, presidente­
dos EUA de 1933 a 1945,
­­foi a vítima mais famosa da poliomielite
A complicação mais grave da poliomielite e que causava a morte era o comprometimento do sistema nervoso na região do bulbo e da medula responsáveis pela respiração. O acometimento desses centros levava à paralisia da musculatura respiratória e morte.
A solução veio com a invenção do pulmão de aço, um aparelho de ventilação que funcionava com pressão positiva externa que permitia às crianças continuarem respirando. Muitas crianças cresceram ligadas ao pulmão de aço e permaneceram ligadas a eles por décadas até a morte - em geral por infecções respiratórias.
A vítima mais famosa da poliomielite foi o presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt que governou o país por quatro mandatos de 1933 a 1945.



A situação da poliomielite no Brasil

­­A poliomielite foi considerada erradicada no mundo e no Brasil em 1994, 19 anos depois de  a epidemiologia da poliomielite ter começado a ser estudada no Brasil. Até a década de 1980, como a cobertura vacinal era muito baixa, a poliomielite era muito freqüente no país (em torno de 2.300 casos por ano). A partir de 1980, o Brasil passou a utilizar a estratégia das campanhas de vacinação com mudança desse quadro. O número de casos confirmados começou a cair muito acentuadamente a partir do início da década de 80 chegando a 45 casos notificados, em 1983. A mortalidade também caiu bastante e a letalidade (número de casos que morreram entre todos os que apresentaram a doença) ficou em torno de 14%.­






Campanha de vacinação contra a poliomielite em Ribeirão Preto­
Ministério da Saúde/Divulgação
Dia nacional de vacinação contra a poliomielite no Rio de Janeiro
­­Em 1986 ocorreu uma epidemia de poliomielite pelo poliovírus tipo 3 na Região Nordeste. A investigação epidemiológica mostrou que o problema estava na vacina contra o sorotipo 3 utilizada na época e que não fornecia proteção suficiente contra esse sorotipo. A vacina foi modificada com aumento da sua eficácia. A partir desse ano o objetivo foi o de erradicar a transmissão autóctone do poliovírus selvagem no país como já havia acontecido em outros países.  A última vez que o poliovírus selvagem foi isolado no país foi em março de 1989.
As grandes campanhas de vacinação no Brasil são feitas com a vacina Sabin que também faz parte do calendário básico de vacinação das crianças no país. O esquema preconizado consta de:
  •  três doses básicas, no segundo, no quarto e no sexto mês de vida,
  • um reforço seis a doze meses após a terceira dose e
  • outro aos cinco ou seis anos de idade.
A vacina utilizada é a vacina oral de vírus vivo atenuado, contendo os três sorotipos do poliovirus. A vacinação de indivíduos imunodeprimidos deve ser feita com a vacina de vírus inativado.





Cartaz de campanha de vacinação contra a polio
Prefeitura de São Paulo/Divulgação
Campanha de vacinação contro a polio
Complementando a vacinação de rotina, o Ministério da Saúde promove anualmente, desde 1980, dias nacionais de vacinação contra a poliomielite, vacinando as crianças menores de 5 anos, independente das doses anteriores, objetivando, além do aumento da cobertura, a disseminação do vírus vacinal na comunidade. Notificação de casos
Qualquer caso suspeito de poliomelite deve ser notificado, imediatamente, ao serviço de Vigilância Epidemiológica da região onde o paciente foi atendido ou à Central de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde (telefone 0800 55 54 66). Isso inclui todos os casos de paralisia flácida aguda em menores de 15 anos e, em pessoas de qualquer idade, quando a suspeita diagnóstica for poliomielite.
Deve-se fazer uma investigação cuidadosa junto aos familiares com o objetivo de levantar dados da história, sinais e sintomas iniciais, antecedentes de vacinação e evolução do caso. É fundamental obter informações referentes a contato com casos semelhantes e a viagens realizadas nos últimos 30 dias antes da instalação da paralisia. Há risco de reintrodução do poliovírus selvagem, devido à ocorrência de casos em países com grande fluxo migratório para o Brasil, por isso há necessidade de investigação de casos suspeitos de pessoas vindas de paises onde a poliomielite não foi erradicada.
Cuidados
­A vacina Sabin não deve ser administrada aos indivíduos com imunodepressão grave, pois há relatos de disseminação do poliovírus atenuado podendo levar à instalação de paralisia até 6 meses após a administração da vacina oral.
Indivíduos normais podem excretar o poliovírus atenuado em suas fezes até 4 a 6 semanas após terem recebido a vacina oral contra a poliomielite. Recomenda-se, por isso, que os imunodeprimidos e seus contactantes  sejam vacinados com a vacina inativada de potência aumentada contra a poliomielite (VIP). Se um contato domiciliar de pessoa portadora de imunodeficiência for inadvertidamente vacinado com a vacina oral, deve-se evitar o contato físico com o indivíduo imunodeficiente por, pelo menos, 4 a 6 semanas (período máximo de excreção viral).
No Brasil e em países onde são realizadas as campanhas anuais de vacinação contra a poliomielite é praticamente impossível evitar o contato com indivíduos recentemente vacinados com a vacina oral. Assim sendo, recomenda-se redobrar os cuidados com as medidas de higiene, para evitar que os imunodeprimidos entrem em contato com pessoas que receberam a vacina Sabin.





Sabin e a vacina oral­
­A vacina oral contra a poliomielite foi criada por Albert Bruce Sabin, médico e microbiologista polonês naturalizado americano. Sabin foi o primeiro pesquisador a demonstrar o crescimento do poliovírus no tecido n­ervoso humano fora do corpo. Foi ele que, em 1939, invalidou a teoria de que o poliovírus entra no corpo pelo nariz e pelo sistema respiratório, demonstrando que a poliomielite humana é uma infecção do trato digestivo.
Sabin defendia que o vírus enfraquecido e vivo da polio, ­administrado oralmente, daria imunidade por um longo período de tempo. Em 1957, ele isolou cadeias atenuadas de cada um dos três tipos do poliovírus (não eram fortes o bastante para produzir a doença, mas eram capazes de estimular a produção de anticorpos), e começou os experimentos com a administração oral dessas correntes atenuadas.
Os testes humanos com a vacina oral foram feitos com a cooperação de cientistas no México, na Holanda e na União Soviética e, após ficar provada a eficácia da vacina oral contra a polio, três anos depois ela foi aprovada nos EUA como a principal defesa mundial contra a doença.
Fonte: Enciclopédia Britannica

O poliomielite no mundo

A Organização Mundial da Saúde resolveu erradicar a poliomielite na segunda metade do século 20 e isso teve um impacto dramático sobre a incidência da doença. A poliomielite foi erradicada das Américas (1994), da região Ocidental do Pacífico (2000) e da Europa (2002). Entretanto, persistiram focos na África e no Sudeste Asiático.





Vacinação contra a polio na África
Organização Mundial da Saúde/Divulgação
Vacinação em massa promovida pela Organização Mundial da Saúde para erradicar a doença; focos ainda persistem em países africanos
No início de 2005, o número de casos notificados da doença tinha diminuído em 99%, com somente seis países mantendo casos endêmicos de poliomielite pelo vírus selvagem: Nigéria e Índia com o maior número de casos, seguidos por Paquistão, Niger, Afganistão e Egito com um número pequeno de casos.
No período de 2002-2003, a Índia apresentou 1.517 casos, seguida pela Nigéria com 180 casos. A Índia instituiu uma ampla campanha de vacinação com auxílio de voluntários,  reduzindo a 224 casos ao final de 2003, 134 em 2004 e somente 15 em 2005. Entretanto, na Nigéria, vários líderes religiosos acusaram a vacina contra a pólio de causar infertilidade e transmitir o vírus da aids, o que levou a um retrocesso nas campanhas. Isso levou a um grande aumento do número de casos com exportação do vírus para 18 países. Atualmente o número de casos de pólio por vírus importado é superior ao número de casos de países onde a pólio é endêmica.
Para deter os casos importados de poliomielite em países que já tinham erradicado a doença, tanto a África quanto a Ásia realizaram grandes campanhas de vacinação com a imunização de 375 milhões de crianças em 45 países. Em 2005, a importação de casos da Arábia Saudita e do Sudão (países com baixa cobertura vacinal) levou a uma importante epidemia na Indonésia que estava há dez anos sem casos de poliomielite por vírus selvagem.
Esses problemas mostraram a importância de se manter uma alta cobertura vacinal mesmo que a doença tenha sido erradicada do país, o que impede a importação de novos casos de países que ainda persistem com a doença. Além da Indonésia, o Iêmen também apresentou vários casos importados, com a instalação de vários dias nacionais de vacinação para conter a doença. O país com maior número de casos continua sendo a Nigéria.
Número de casos de poliomielite por país (2005)
Número mundial de casos 1469
Nigéria (endêmica) 544
Iêmen (importação) 473
Indonésia (importação) 283
Índia (endêmica) 45
Somália (importação) 37
Sudão (re-estabelicida a transmissão) 26
Paquistão (endêmica) 19
Etiópia (importação) 17
Angola (importação) 9
Níger (endêmica) 5
Afeganistão (endêmica) 4
Mali (importação) 3
Chade (re-estabelecida a transmissão) 1
República dos Camarões (importação) 1
Eritréia (importação) 1
Nepal (importação) 1
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Os riscos da vacina contra a poliomielite

­Um­ estudo no Brasil usando dados das fichas de investigação de notificações de paralisias flácidas agudas do Ministério da Saúde do Brasil analisou os casos de poliomielite pós-vacina no período de 1995-2001. ­
Foram considerados como casos os indivíduos com diagnóstico de paralisia flácida aguda com isolamento de vírus vacinal nas amostras de fezes ou seqüela compatível com poliomielite até 60 dias após o início da deficiência motora e os indivíduos em qualquer faixa etária que mantiveram contato com indivíduos vacinados entre 4 e 40 dias antes do início da doença e que desenvolveram deficiência motora entre 4 e 85 dias após esse contato.
Registraram-se dez casos de pólio pós-vacinal no período. A média de idade dos casos foi de 4,7 meses. Quatro casos foram associados à primeira dose da vacina, quatro casos foram associados à segunda dose da vacina e dois casos foram atribuídos a contato com outras pessoas.
Os sorotipos vacinais isolados foram o tipo 1 (dois casos), o tipo 2 (um caso) e o tipo 3 (três casos). Em quatro dos casos, foram isolados mais de um sorotipo do vírus. O risco observado para poliomielite associada ao vírus vacinal durante o período foi de 1:5,11 milhões de primeiras doses e de 1:10,67 milhões para o total de doses.
Mesmo sendo um número muito pequeno há risco de contrair a doença pós utilização da vacina com virus atenuado.

direitos autorais de pesquisa:
Isabela Benseñor & Associados

HIV-O vírus da imunodeficiência humana (VIH), também conhecido por HIV (sigla em inglês para human imunodeficiency virus

 

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O vírus da imunodeficiência humana (VIH), também conhecido por HIV (sigla em inglês para human imunodeficiency virus), é da família dos retrovírus e o responsável pela SIDA (AIDS). Esta designação contém pelo menos duas sub-categorias de vírus, o HIV-1 e o HIV-2. Entre o grupo HIV-1 existe uma grande variedade de subtipos designados de -A a -J. Esses dois subtipos tem diferenças consideráveis, sendo o HIV-2 mais comum na África Subsaariana e bem incomum em todo o resto do mundo.
Portugal é o país da Europa com maior número de casos de HIV-2, provavelmente pelas relações que mantém com diversos países africanos.

É estimado que 45% dos portadores de HIV em Lisboa tenham o vírus HIV-2.
Em 2008, a OMS estimou que existam 33,4 milhões de infectados, sendo 15,7 milhões mulheres e 2,1 milhões jovens abaixo de 15 anos. O número de novos infectados neste ano (2009) foi de 2,6 milhões. O número de mortes de pessoas com AIDS é estimado em 1,8 milhões
Já dentro do corpo, o vírus infecta principalmente uma importante célula do sistema imunológico, designada como linfócito T CD4+ (T4).
De uma forma geral, o HIV é um retrovírus que ataca o sistema imunológico causando eventualmente a síndrome da imunodeficiência adquirida em casos não tratados.


O HIV-1 foi descoberto e identificado como causador da AIDS por Luc Montagnier e Françoise Barré-Sinoussi da França e Odete Ferreira de Portugal em 1983 no Instituto Pasteur na França. O HIV-2 foi descoberto por Odete Ferreira de Portugal em Lisboa em 1985.
Sua descoberta envolveu uma grande polêmica, pois cerca de um ano após Montagnier anunciar a descoberta do vírus, chamando-o de LAV (vírus associado à linfoadenopatia), Robert Gallo publicou a descoberta e o isolamento do HTLV-3. Posteriormente se descobriu que o vírus de Gallo era geneticamente idêntico ao de Montagnier, e que possivelmente uma amostra enviada pelo francês havia contaminado a cultura de Gallo.
O último boletim da UNAIDS projeta cerca de 33,2 milhões de pessoas que vivem com o HIV em todo o mundo no final de 2007, a maioria na África. Segundo a UNAIDS (2008), dois terços dos infectados estão na África sub-saariana.
Nos Estados Unidos, infectar voluntariamente outro indivíduo configura transmissão criminosa do HIV. Acontece o mesmo em muitos países ocidentais, inclusive no Brasil.
O vírus do HIV adaptou-se à espécie humana a partir de símios SIV.Ver artigo principal: Vírus da imunodeficiência símia
Nas pessoas com HIV, o vírus pode ser encontrado no sangue, no esperma, nas secreções vaginais e no leite materno.
Assim, uma pessoa pode adquirir o HIV por meio de relações sexuais, sem proteção - camisinha -, com parceiros portadores do vírus, transfusões com sangue contaminado e injeções com seringas e agulhas contaminadas. Mulheres grávidas portadoras de HIV podem transmitir o vírus para o feto através da placenta, durante o parto ou até mesmo por meio da amamentação. A transmissão de doenças de mãe para filho é chamada de transmissão vertical.
Na África subsaariana, principalmente na África do Sul, por muitos anos houve um movimento contrário à existência do HIV, por parte de membros do governo, aliada a inúmeras superstições e mitos, apesar das comprovações científicas. Por isso em alguns locais dessa região a quantidade de indivíduos infectados é de mais de 35%.


Reprodução em laboratório do genoma viral

Em 2010, pesquisadores da Universidades Federais de Pernambuco e do Rio de Janeiro, da equipa do professor do Departamento de Genética da UFPE, Sergio Crovella, divulgaram trabalho de investigação dirigido à obtenção de uma vacina terapêutica de vírus recombinante, tendo reproduzido artificialmente o genoma do vírus. Transmissão
O vírus é mais frequentemente transmitido pelo contacto sexual (característica que faz da AIDS uma doença ou infecção sexualmente transmissível), pelo sangue (inclusive em transfusões), durante o parto (mãe para o filho), durante a gravidez ou no aleitamento. Por isso é importante que todas as mulheres grávidas façam testes para HIV. No Brasil, é uma prática comum aconselhar gestantes que chegam ao hospital a fazer todos os testes de doenças transmissíveis verticalmente.
No Brasil, em 2002, a cobertura de exames de HIV em grávidas foi estimada em 52%, sendo pior no Nordeste com 24% e melhor no Sul com 72% de cobertura. Somente 27% seguiram todas as recomendações do Ministério da Saúde. Ter maior escolaridade e morar em cidades com mais de 500 mil habitantes foram os melhores preditores de grávidas que fazem todos os exames.
Ainda relativo ao Brasil, o Ministério da Saúde oferece gratuitamente o leite substituto em alguns postos de saúde, hospitais e farmácias cadastrados.
No caso de transmissão pelo sangue, é mais provável por seringas compartilhadas entre usuários de drogas ou caso seja feita reutilização.
A transmissão pelo beijo é altamente improvável (estimado em menos de 0,01% de probabilidade), pois o vírus é danificado por 10 substâncias diferentes presentes na saliva. Além disso existem poucas células CD4 na boca. Ter boa higiene oral e tomar os medicamentos diminui as possibilidades ainda mais. Mesmo em pessoas com AIDS (carga viral no sangue por volta de 100.000/ml) é difícil encontrar rastros de HIV na saliva.

Fatores de risco

No contacto sexual, pode ser qualquer tipo de sexo, como oral, vaginal e anal. A transmissão do HIV durante o contacto sexual pode ser facilitada por vários factores, incluindo:
  • Penetração sem proteção;
  • Ser o receptor (passivo) na relação sexual
  • Presença concomitante de doenças sexualmente transmissíveis, especialmente aquelas que levam ao aparecimento de feridas genitais;
  • Lesões genitais durante a relação sexual;
  • Elevado número de parceiros sexuais e relações desprotegidas;
  • Carga viral elevada da pessoa infectada.
  • Hemorróida avançada.

Características

No Brasil, nos últimos anos a transmissão do HIV que antes era predominantemente masculina, mais frequente entre os homossexuais e afetando todas as classes sociais, agora caracteriza-se por quatro processos
  • Heterossexualização;
  • Feminização;
  • Interiorização;(aumento nas cidades do interior)
  • Pauperização.(aumento nas populações mais pobres)
Outro dado observado é o aumento na proporção de pessoas com escolaridade mais baixa e em adultos com mais de 30 anos.

Fatores de proteção

Alguns dos fatores que diminuem a probabilidade da transmissão são:
  • Usar sempre preservativo masculino ou preservativo feminino corretamente;
  • Usar lubrificante (pois resulta em menos microferimentos);
  • Baixa quantidade de vírus no portador;
  • Tomar os medicamentos antirretrovirais corretamente;[13]
  • Circuncisão masculina. [14] (porém há estudos com resultados controversos)
Em um estudo longitudinal de 20 meses de duração com casais heterossexuais sorodiferentes, de 124 casais que usaram sempre camisinha nenhum contaminou seu parceiro, enquanto 12 dos 121 que usavam camisinha inconsistentemente foram infectados.[12]
Também são raros os casos de transmissão por ferimentos, pois apesar de haver relatos esporádicos, o vírus não resiste muito tempo fora do corpo e é necessário que haja contato com o sangue tanto por parte do portador como do receptor. É pouco provável que o sangue contaminado em contato com uma pele saudável (sem ferimentos) contamine outra pessoa, apesar de ser possível, pois existem muitos fatores envolvidos.
O uso da terapia antirretroviral diminui em 96% o risco de transmissão do HIV. Por isso os remédios podem receitados aos parceiros não infectados de soropositivos. [15]
No caso de profissionais de saúde, é possível tomar os medicamentos anti-retrovirais para prevenir a infecção por 28 dias caso o contágio tenha ocorrido em menos de 72h. O risco estimado de contaminação por contato com uma agulha contaminada é de 0,3%. [
No Brasil, pacientes que tenham experienciado situação com alto nível de contágio (como sexo anal sem camisinha com pessoa de sorologia desconhecida) há menos de 72h podem solicitar ao médico que prescreva anti-retrovirais para prevenir a contaminação.[18]

 Sinais e sintomas

 Infecção aguda inicial

 
Sintomas da fase aguda de HIV (em inglês).
Assim que se adquire o HIV, o sistema imunológico reage na tentativa de eliminar o vírus. Cerca de 15 a 60 dias depois, pode surgir um conjunto de sinais e sintomas semelhantes ao estado gripal, o que é conhecido como síndrome da soroconversão aguda.
A infecção aguda pelo HIV é uma síndrome inespecífica, que não é facilmente percebida devido à sua semelhança com a infecção por outros agentes virais como amononucleose, gripe, até mesmo dengue ou muitas outras infecções virais. Mas os sintomas mais comuns da infecção aguda são:
  • Febre persistente
  • Cansaço e Fadiga
  • Erupção cutânea
  • Perda de peso rápida
  • Diarréia que dure mais de uma semana
  • Dores musculares
  • Dor de cabeça
  • Tosse seca prolongada
  • Lesões roxas ou brancas na pele ou na boca
Além disso, muitos desenvolvem linfadenopatia. Faringite, mialgia e muitos outros sintomas também ocorrem.[19]
Em geral esta fase é auto-limitada e não há sequelas. Por ser muito semelhante a outras viroses, dificilmente os pacientes procuram atendimento médico e raramente há suspeita da contaminação pelo HIV, a não ser que o paciente relate ocorrência de sexo desprotegido ou compartilhamento de seringas, por exemplo. Entretanto, na fase aguda inicial, mesmo sem tratamento adequado, os sintomas são temporários.

Progressão

Os pacientes poderão ficar assintomáticos por um período variável entre 3 e 20 anos e alguns nunca desenvolverão doença relacionada ao HIV. Este fato relaciona-se com a quantidade e qualidade dos receptores de superfície dos linfócitos e outras células do sistema imune. Tais receptores (os principais são o CD4, CCR5 e CXCR4) funcionam como fechaduras que permitem a entrada do vírus no interior das células: quanto maior a quantidade e afinidade dos receptores com o vírus,maior será a sua penetração nas células, maior a replicação viral e maior velocidade de progressão para doença.
Foi criada então uma classificação não muito rígida:
  • Rápido progressor (adoece em até 3 anos)
  • Médio progressor (adoece entre 4 e 7 anos)
  • Longo progressor (entre 8 e mais anos)
Estas características são determinadas por fatores genéticos e outros fatores desconhecidos. Não obstante, os hábitos e a qualidade de vida podem ser determinantes da velocidade de progressão da doença, tendo em conta o impacto de fatores como tabagismo, alcoolismo, toxicodependência, estresse, alimentação irregular e outros.
A velocidade de progressão está relacionada com a queda da contagem de linfócitos T CD4 no sangue (a contagem normal dos linfócitos varia de 1.000 a 2.500 células/ml de sangue) e com a contagem da carga viral do HIV (a contagem da carga viral é considerada alta acima de 100.000 cópias/ml de sangue. A escala para carga viral é habitualmente logarítmica. Com o tratamento adequado, a carga viral tende a ficar abaixo de 50 cópias/ml.
O HIV destrói os linfócitos CD4 gradativamente (em média a contagem declina 80-100 células/ml/ano). A contagem relaciona-se inversamente com a gravidade da doença. Para fins de tratamento com as drogas anti-retrovirais consideram-se os seguintes parâmetros:
  • Abaixo de 200 células/ml: Muito vulnerável, tratar imediatamente;
  • Entre 200 e 350 células/ml: Vulnerável, deve ser iniciado o tratamento para evitar riscos;
  • Entre 350 e 500 células/ml: Pouco vulnerável, pode começar a critério médico;
  • Acima de 500: Saudável, não precisa começar o tratamento.
Porém todos os pacientes com doença oportunista relacionada ao HIV devem ser tratados mesmo com CD4 alto.

Doenças oportunistas

Os sinais e sintomas das doenças relacionadas ao HIV são extremamente variáveis. Uma característica importante é a contagem de linfócitos T CD4. As doenças oportunistas mais comuns que podem sinalizar a contaminação por HIV são:
  • Tuberculose
  • Neurotoxoplasmose
  • Candidíase
  • Pneumocistose recorrente
  • Sarcoma de Kaposi
  • Linfoma
  • Câncer cervical
  • Infecções bacterianas severas
Os sintomas destas doenças são muito parecidos e somente um médico com experiência e em local com apoio laboratorial poderá fazer o diagnóstico e tratamento de cada uma delas. EM CASO DE SUSPEITA SEMPRE DEVEMOS PROCURAR UM MÉDICO. Não é possível predizer que doença acometerá o paciente.
Pessoas que desconhecem que estão com o vírus são as que mais adoecem e só assim descobrem que estão contaminadas.

Prevenção

Com o surgimento das Terapias Anti-Retrovirais (TAR), foram desenvolvidas estratégias de prevenção secundária (após a doença) e terciária (após agravamento). Entretanto a epidemia continua a contaminar anualmente 2,7 milhões de pessoas, segundo dados da OMS de 2008.[7]
Em 2006, o médico da OMS Brian G. William defendeu a circuncisão masculina na África como método eficaz de prevenção (60% de eficácia).[20] mesmo médico em fevereiro de 2010 defendeu em San Diego o uso de anti-retrovirais com baixos efeitos colaterais por pessoas sem o vírus como meio de frear a epidemia
Segundo a Organização Não-Governamental sem fins lucrativos IAVI (International AIDS vaccine iniciative) o HIV infecta quase 7.400 pessoas por dia e uma vacina com 50% de eficácia distribuída para 30% da população mundial poderia proteger 5.6 milhões de indivíduos. Em conjunto com 40 laboratórios, o grupo trabalha na vacina desde 1996. Até agora nenhuma vacina teve mais de 33% de eficácia [9].
Em um estudo recente que incluiu o Brasil, o uso de um comprimido de anti-retroviral (tenofovir) por homens saudáveis preveniu 44% de novas infecções, chegando a 72% nos pacientes que tomaram o remédio em mais de 90% dos dias.
Mães soropositivas que tomem o anti-retroviral durante a gravidez tem apenas de 1 a 2% de chance de transmitir o HIV ao filho. Muitas grávidas ainda tem medo de fazer o teste e/ou se recusam por não se identificarem como possíveis portadoras mesmo sem saber a sorologia do parceiro. Por isso, campanhas de conscientização estão sendo feitas em vários hospitais públicos no Brasil desde 2000

Após situação de risco

Caso um dos parceiros seja diagnosticado como HIV positivo e o outro como HIV negativo, é possível, a critério médico, prescrever os anti-retrovirais para o parceiro soronegativo também, para prevenir a infecção. [23]
De forma semelhante, em vários países inclusive no Brasil, é possível solicitar anti-retrovirais gratuitamente a um médico até 72h após uma situação de risco (como sexo anal sem camisinha). Esse tratamento preventivo dura aproximadamente um mês e é eficaz na prevenção de HIV em mais de 80% dos casos. É uma opção do médico prescrever ou não, mas o paciente pode procurar outros médicos em caso de recusa. Em uma pesquisa em uma parada gay nos Estados Unidos 7% dos entrevistados já tomaram anti-retrovirais preventivamente. (Mais informações no site da sociedade brasileira de infectologia[10])

O vírus

O HIV tem muitos genes que codificam proteínas estruturais.
  • Genes retrovírus gerais
    • gag. proteínas derivadas do gag sintetizam o capsídeo viral em forma de cone (p24, i.e. proteína de 24 Quilo[[dáltons, CA) a proteína do núcleocapsídeo (p17, NC) e um proteína da matriz (MA).
    • pol. O gene pol codifica as proteínas enzimaticamente ativas do vírus. A mais importante é a chamada transcriptase reversa (RT) que realiza a única transcrição reversa do RNA viral em uma cadeia dupla de DNA. O último é integrado ao genoma do hospedeiro, ou seja, em um cromossomo de uma célula infectada de uma pessoa HIV-positiva pela integrase (IN) pol-codificadora. Além disso, a pol codifica uma protease viral específica (PR). Essa enzima cliva o gag e as proteínas derivadas de gag e pol em pedaços funcionais.
    • env. env, abreviação para "envelope". As proteínas derivadas de env são uma membrana de superfície (gp120) e uma proteína transmembrana (gp41). Elas estão localizadas na parte externa da partícula viral, formando um envelope viral o qual permite que o vírus se anexe e incorpore às células-alvo para então iniciar o ciclo infeccioso. A gp possui uma estrutura semelhante a uma maçaneta.
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  • Genes específicos do HIV
    • tat. Um porção da estrutura do RNA do HIV é uma estrutura como um grampo de cabelo que inicialmente impede que uma transcrição completa ocorra. Parte do RNA é transcrita (ie. antes da parte do grampo) e codifica a proteína tat. A tat liga-se à CdK9/CycT e a fosforila, ajudando a alterar sua forma e a eliminar o efeito da estrutura de grampo do RNA. Isso por si só aumenta a taxa de transcrição, fornecendo um ciclo de retroalimentação positiva. Isto permite que o HIV tenha uma resposta explosiva, uma vez que uma grande quantidade de tat é produzida.
    • rev. A rev permite que fragmentos do mRNA do HIV que contém uma unidade de resposta a rev (RRE) sejam exportados do núcleo ao citoplasma. Na ausência da rev, a maquinaria de splicing do RNA no núcleo rapidamente cliva o RNA. Na presença da rev, o RNA é exportado do núcleo antes de ser clivado, num mecanismo de retroalimentação positiva.

 O HIV e a resposta imune

A infecção começa com uma fase de viremia aguda, seguida por um período de latência clínica. Primeiramente, acreditava-se ser uma verdadeira latência viral como resultado da inserção do HIV no genoma hospedeiro em um estado não produtivo, aguardando condições favoráveis à transcrição. Houve, subsequentemente, um grande trabalho de pesquisa sobre os fatores de transcrição do HIV. Infelizmente, até por volta de 1993, a sensibilidade dos ensaios virais era precária. O uso das técnicas de amplificação por PCR a partir de 1993 permitiu detectar contagens virais de até 50 cópias/ml.
Foram detectadas células dendríticas infectadas com vírions, mostrando que a tão chamada fase de latência não implica inatividade do vírus.

 Centros de Testagem e Aconselhamento no Brasil

No Brasil, o Ministério da Saúde oferece gratuitamente exames para detectar a resposta do organismo ao vírus do HIV. Podem ser feitos em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em alguns hospitais.
Primeiro é efectuado um teste ELISA. Caso o resultado seja positivo ou haja dúvidas, é feito o Western-blot, um exame mais eficaz na detecção mas que também é mais caro e complexo. É importante lembrar que, como ambos os exames detectam a resposta imunológica ao vírus, é necessário esperar de 30 a 90 dias depois do contágio para o exame ser mais preciso .
O resultado é sigiloso, sendo geralmente entregue pessoalmente ao paciente que pode ser seguido em consulta de aconselhamento por profissionais de saúde, de forma a alertar sobre os riscos, encaminhar para outros serviços de saúde e a serviços de acompanhamento psicossocial.
Além do HIV, são feitos simultaneamente exames para sífilis, Hepatite B e Hepatite C pois elas também são doenças sexualmente transmissíveis transmissíveis pelo sangue e que podem levar a danos permanentes e morte se não tratadas corretamente.
É possível encontrar o CTA mais próximo da sua moradia no site do Fique Sabendo:

Teste rápido

Desde 2010 a Fiocruz produz o kit de teste rápido usando os fluídos da boca para identificar resposta do organismo ao HIV entre 20 a 30 minutos. O teste tradicional demora cerca de um mês e um grande número de pacientes não retorna para buscar o resultado. Esse novo teste Confirmatório Imunoblot Rápido, possui uma margem mínima de erro e custa cinco vezes menos ao governo federal que o modelo rápido anterior. Já está disponível em alguns hospitais públicos desde 2011. Uma das principais vantagens é não precisar expor mãe grávida e feto aos anti-retrovirais preventivamente enquanto o resultado não fica pronto como podia ser necessário no tradicional.[24]
Algumas cidades em Pernambuco, Bahia e Rondônia fizeram um projeto para aplicar o teste rápido em centenas de pessoas após o carnaval.


 Fonte de Pesquisa: 

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Cuidados Quem as crianças e adolescentes Devem ter ao Usar a Internet

Atenção, atenção! Esse artigo é só para os baixinhos e pré-adolescentes que adoram Orkut e MSN. Um artigo feito para vocês que gostam de marcar o horário do futebol ou passeios pelo Orkut, além conversar com pessoas de todo o mundo pelo MSN. Isso realmente é muito legal, mas, infelizmente, existem perigos e pessoas malvadas por toda a rede de computadores, que acabam um pouco com toda essa alegria. Hoje você verá algumas dicas para não cair nas conversas dessas pessoas.

Privacidade no Orkut é essencial! Evite colocar o seu número de telefone, endereço de casa/escola ou qualquer outro tipo de informação pessoal que possibilite que uma pessoa estranha consiga lhe localizar. Mesmo existindo a opção para “Mostrar apenas para os amigos”, disponibilizar esses dados na internet pode ser perigoso.
Mais privacidade no Orkut, sempre é necessário.
Essas informações podem ser passadas diretamente para seus amigos. Durante uma conversa no intervalo de aula ou em uma anotação feita na última folha do caderno, seu número de celular e endereço podem ser passados aos colegas. Deixando na internet, outras pessoas podem acessá-as, e se essa pessoa não tiver uma boa conduta, pode acabar sendo perigoso para você.
Não envie recados no Orkut ou deixe como no nick do MSN frases do tipo: “Rafa, amanhã vou te esperar na frente da Sorveteria do João, lá pelas 14h”. Aparentemente, simples e normal, não acha? Mas não é! Levando em consideração que essas pessoas malvadas passam horas e horas monitorando as possíveis vítimas, um recado desse tipo é um perigo! E se alguém estiver vigiando você ocultamente pela internet? Essa pessoa saberá o local, o horário e com quem você vai passear.
Não deixe recadinhos assim.
Não são todas as pessoas que usam as configurações de privacidade no Orkut, e por isso, é melhor não dar chance ao azar. Se for para marcar um encontro, ligue para seus amigos ou conversem pessoalmente (e no cara a cara é muito mais divertido).
Esse era um conselho dado na época da minha avó, mas que serve perfeitamente nos dias de hoje. Ser simpático é importante, mas não fale com pessoas estranhas tanto na rua, no ônibus quanto na internet. Você já deve ter recebido solicitações de novos amigos, mas que na verdade são pessoas desconhecidas, que você nunca viu na vida. Tudo bem, no Orkut sempre tem gente querendo ser pop, com 1000 amigos e recados, mas não pense apenas na popularidade.

Desconfie de tudo. As fotos podem ser de uma pessoa da sua idade, com 12 ou 13 anos, mas quem garante que na frente do monitor é exatamente essa pessoa que está conversando com você? Muitas vezes, os pedófilos se passam por crianças ou adolescentes, conversando sobre os assuntos do momento para conquistar a confiança da galerinha. E no final das contas, eles coletam informações e imagens sobre você.
Roupas de praia e íntimas não são apropriadas para aparecerem no Orkut ou no avatar do MSN. Alguma pessoa insana pode pegar sua foto de biquíni e usar para divulgação de prostituição e você nem saberá que sua imagem foi usada para esse fim. Além das fotos, não abuse na webcam no MSN.
Primeiro, se você não conhece o email de solicitação, para adicionar um novo contato, não aceite. Mas, se por algum motivo você aceitou, nada de ligar a câmera no mesmo instante para se mostrar ou para conhecer esse novo amigo desconhecido. Tem gente que adicionar e acaba vendo cenas pornográficas e isso não é nada legal.
Quem mente o nariz cresce! Se vivêssemos no mundo de Pinóquio, rapidamente saberíamos quem são as pessoas que mentem... Mas, infelizmente, as coisas não funcionam assim. Além das mentiras que os outros nos contam, também devemos ter um cuidado especial para não sermos os mentirosos da vez. Eu vi uma situação que vale a pena ser citada, em se referindo a mentiras que nós podemos, por algum deslize, “contar”.

Todo mundo sabe que demora alguns anos para que as curvas no corpo de uma menina apareçam, e com 9 anos de idade ela provavelmente não terá um “corpão”, não é mesmo? Mas o que me surpreendeu foi ver uma menina com essa idade, 9 anos, usando os sutiãs das irmãs e colocando papel higiênico como enchimento. Isso foi feito para fazer de conta que ela tinha seios grandes. Depois da produção, ela tirou algumas fotos e colocou no Orkut. Por que isso foi feito? Muitas pessoas, desde de pequenas como podemos ver, pensam muito na aparência: ser bonita e estar em forma é mais importante do que qualquer coisa no mundo!

Bobagem! Assim como Pitty diria “o importante é ser você, mesmo que seja estranho”. As pessoas que gostam de você não vão se importar com sua aparência, nenhum pouco. Pior do que mentir para os outros é mentir para você mesmo, querendo ser o que você não é na verdade. Além da imagem, também não minta sobre sua idade, onde mora e coisas do gênero.
Se você suspeita que alguma pessoa está mandando recados feios, com palavrões ou outro tipo de coisa, conte imediatamente par seus pais. Não fique com medo, sua mãe e seu pai não vai cortar a internet de você, pelo contrário, eles terão certeza que o (a) filho (a) deles está atento com os perigos que podem acontecer. Por isso, não perca tempo e conte rapidamente.
Qualquer coisa estranha, conte imediantamente para seus pais.
O Orkut e o MSN são ótimos meios de comunicação, por serem rápidos e muito divertidos. Portanto, use-os corretamente, fique sempre de olho bem aberto para não cair nas armadilhas que pessoas sem caráter possam aprontar.

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